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Pandemia contamina eleições na Nova Zelândia

Vanessa de Sousa

As eleições na Nova Zelândia passaram para 17 de Outubro, a data inicial seria 19 de Setembro. A Primeira-Ministra Jacinda Ardern afirma que há que garantir que as cerca de 25 mil pessoas envolvidas no processo eleitoral estejam devidamente protegidas enquanto executam as suas tarefas

Pandemia contamina eleições na Nova Zelândia
Fotografia: DR

Depois de a Nova Zelândia ter conseguido pôr fim à disseminação do novo coronavírus logo em Maio, eis que esta semana, uma série de novos casos confrontaram as autoridades com a séria possibilidade de uma segunda vaga no país.

A cidade de Auckland, com 1,5 milhões de habitantes, e uma das mais densamente povoadas do país, entrou em confinamento e assim estará nas próximas duas semanas.

Jacinda Ardern ainda considerou adiar as eleições por apenas duas semanas, porque, afirmou: “Covid é o novo normal no mundo”, no entanto, a Comissão Nacional Eleitoral da Nova Zelândia considerou que duas semanas era muito pouco tempo para preparar o acto eleitoral.

As eleições foram, então, adiadas por um mês e a Primeira- Ministra já garantiu que não serão adiadas de novo. A questão passou pelo Parlamento que, de qualquer forma, será dissolvido já no dia 6 de Setembro, e as eleições vão começar, com votos antecipados, a partir de 3 de Outubro.

Trump acusa os democratas

O Presidente Trump acusou os democratas de se recusarem a financiar os serviços postais nos Estados Unidos, ao mesmo tempo que os democratas acusam o Presidente de tudo fazer para pôr em causa a capacidade dos Correios e responsabilizam Trump pela actual lentidão na entrega de correspondência, agravada pela pandemia, o que pode pôr em causa a integridade do processo eleitoral norte-americano, quando se prevê que mais de 75 por cento dos

americanos, três quartos do eleitorado, possam vir a votar por correspondência.

Há Estados norte-americanos onde já se fez a votação por correspondência, mas outros Eestados vão fazê-lo pela primeira vez, o que obriga à criação de uma logística própria. Há, ainda, de Estado para Estado, diferentes regras quanto à votação por corres-
pondência, ou, se quisermos, à votação não presencial.

Seguramente, o número de votos por correspondência em 2020 será bem maior do que o de 2016. E tudo isto acontece quando o Presidente Trump argumenta que os votos por correspondência são impulsionadores de fraude, mesmo que não haja evidências sobre o assunto.

Aliás, em recentes declarações à imprensa, no campo de golfe de Bedminster, no fim-de-semana, Trump referiu-se ao processo eleitoral com elevado número de votos por correspondência como “uma catástrofe”.

Entretanto, houve mudanças na cúpula administrativa dos Correios, que em Maio deste ano, a poucos meses do acto eleitoral, passou a ter como postmaster general Louis De Joy, um homem com 35 anos de experiência em serviços postais, mas que está a reestruturar os serviços dos Correios com corte de custos, pondo fim ao pagamento de horas extraordinárias e de outros serviços.

Entretanto, foi aprovado um pacote de apoio de 10 mil milhões de dólares para os serviços postais em tempo de pandemia, inicialmente, o valor do plano era de 25 mil milhões de dólares, o que incluía verba considerada suficiente para ajudar nas medidas a tomar devido à elevada correspondência eleitoral, estimada na entrega de 80 milhões de boletins.

O impasse entre republicanos e democratas quanto à verba a atribuir aos Correios, e a polémica instalada, levaram a que a presidente da Câmara dos Representantes, a democrata da Nancy Pelosi, esteja a ponderar a convocação excepcional dos legisladores bem mais cedo, provavelmente já esta semana, a Câmara dos Representantes que só voltará às suas sessões normais a partir de 14 de Setembro.

Segundo Pelosi, está em causa “a vida da democracia norte-americana”, que passa pela “grave ameaça à integridade das eleições” promovida pelo Presidente Trump, desacreditando o voto por correspondência e a capacidade dos serviços postais.

O que se pretende é que toda a correspondência que se relacione com o acto eleitoral de Novembro seja considerada prioritária e tratada como tal, para isso é preciso que haja dinheiro para pagamento de horas extraordinárias e para outras medidas que não atrasem a correspondência.

Os senadores republicanos também estão sob pressão, especialmente os que enfrentam reeleições mais renhidas em alguns Estados rurais como Montana ou Alasca, garante o "The New York Times", e pedem que haja um pacote de ajuda extraordinária para os Correios, ou seja, pedem que os serviços postais mantenham o actual padrão de serviços até Janeiro de 2021 ou até ao fim da pandemia, sem corte de custos.

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