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Partidos na oposição promovem marchas contra o Governo

A coligação de 14 partidos políticos da oposição apela aos seus militantes para não falharem no termo da segunda jornada das manifestações desta semana que registou multidões nas artérias da capital, constatou a agência PANA no local.

Fotografia: Matteo Fraschini Koffi | AFP

“Apesar desta determinação firme de que dá prova em cada uma das nossas manifestações, o Governo continua a desejar o vosso cansaço e na baixa da afluência para tentar controlar uma situação que lhe está a possibilidade de escapar definitivamente”, declarou em Lomé Folly, líder da União para a Democracia e a Solidariedade (UDS-Togo).
Apresentando uma declaração da coligação dos partidos políticos no termo da manifestação que terminou no mesmo dia por volta das 17 horas, Lomé Folly sublinhou que “a única arma constitucional de que dispomos para alcançar é a mobilização popular, prevista na Constituição”.
Apesar da iminência do anúncio de diálogo e do apelo do Presidente da República, Faure Gnassingbé, para negociações, a oposição togolesa mantém a pressão popular, a sua “única arma” para fazer face à “maquina de repressão do regime”.
“Devemos ficar mobilizados até à satisfação total das nossas reivindicações. Não devemos baixar a determinação. Mesmo durante as discussões, devemos continuar a aumentar a mobilização para a vitória final”, concluiu.
A oposição togolesa, há três meses, desafia na rua o Governo, exigindo a sua partida e o regresso à Constituição de 1992. Cerca de 15 pessoas perderam a vida, entre elementos das forças de segurança e civis.
Emissários do Presidente ganense, Dankwa Akufo-Addo, estão a mediar, em  Lomé, o conflito para aproximar o Governo e a oposição, noticiou a PANA citando fontes oficiais.
Os emissários de Dankwa Akufo-Addo trabalham no Togo desde segunda-feira com membros da oposição e altas figuras do Governo, em discussões separadas para abrir caminho a um diálogo franco que permita estabilizar técnica e politicamente o país.

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