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Pedro Sánchez precisa de maioria simples

Pedro Sánchez tem até à hora de almoço de hoje para chegar a um acordo com Pablo Iglesias se quiser ser investido Primeiro-Ministro espanhol.

Sánchez tem até hoje para negociar acordo com a oposição
Fotografia: DR

Na primeira votação, na terça-feira, o líder socialista ficou muito aquém do número de votos de que necessitava, mas depois de ameaçar votar “não” a Unidas Podemos acabou por optar pela abstenção. Um gesto, disseram, para manter as negociações abertas para um Governo de coligação de esquerda.“Está a acabar o tempo, toda a gente sabe. Esse tempo que está a acabar obriga o PSOE a mover-se, espero que seja rápido, porque nós demos todos os passos necessários para um Governo de coligação e eles não deram nenhum. O último movimento foi a abstenção, como gesto para continuar a facilitar as negociações”, avisou a deputada da aliança Unidas Podemos, Ione Belarra, à saída do hemiciclo, após serem conhecidos os resultados da votação.
Sánchez conseguiu os votos favoráveis dos 123 deputados do PSOE e do único deputado do Partido Regionalista da Cantábria, o líder Miguel Án-gel Revilla, num total de 124 votos. Para vencer, precisava de maioria absoluta, isto é, de 176 votos.
A aliança Unidas Podemos (junta Podemos e Esquerda Unida), que tinha ameaçado votar “não”, acabou por recuar à última hora e abster-se. No total, Sánchez conseguiu 52 abstenções, além da Unidas Podemos, do Partido Nacionalista Basco, do Compromís e dos bascos do Bildu e teve voto negativo do Partido Popular, Ciudadanos, Vox, Coligação Canárias e Navarra Suma, assim como dos independentistas catalães do Junts per Catalunya e da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC). Foram 170 votos “não”, incluindo o de Montero.Mas a ERC avisou que está disposta a mudar o voto para “abstenção” na segunda votação, onde Sánchez só precisa de maioria simples.

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