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Argélia e França unem voz para resolver crise do Mali

A ministra francesa da Francofonia, Yamina Benguigui, declarou na sexta-feira, em Argel, que a França e a Argélia estão a concertar esforços no sentido de harmonizarem as suas posições relativamente à crise no Mali, na perspectiva de uma reunião de alto nível a 26 de Setembro, em Nova Iorque.

Ministra Yamina Benguigui visitou Argel
Fotografia: AFP

A ministra francesa da Francofonia, Yamina Benguigui, declarou na sexta-feira, em Argel, que a França e a Argélia estão a concertar esforços no sentido de harmonizarem as suas posições relativamente à crise no Mali, na perspectiva de uma reunião de alto nível a 26 de Setembro, em Nova Iorque.
“A Argélia e a França concordaram em se coordenarem para falarem a uma só voz nesta reunião de alto nível, que vai ser realizada à margem da Assembleia-Geral da ONU, a 26 de Setembro”, declarou em entrevista à AFP Benguigui, que chegou na quinta-feira a Argel para uma visita de três dias. Esta reunião tem lugar a convite do Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, especificou a ministra.
O Presidente do Mali, Dioncounda Traoré, pediu uma ajuda de carácter logístico à Comunidade Económica dos Estados da África do Oeste (CEDEAO) para recuperar o norte do seu território, controlado por islamitas, mas sem desejar um envio de “forças combatentes” estrangeiras.
“A partir de agora e até 15-20 de Setembro, tal como da parte argelina e francesa”, vão ser realizadas discussões, a fim de harmonizar as posições e tentar falar a uma só voz”, adiantou. O grupo de contacto para o Mali é composto por seis países da África do Oeste -Nigéria, Togo, Costa do Marfim, Níger, Benin e Burkina Faso - ao lado de organizações africanas regionais - União Africana e Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) - de países do Sahel, dos Estados Unidos e da União Europeia.
A ministra reconheceu algumas divergências entre Paris e Argel, continuando a acreditar numa possível solução política, uma vez que a França deseja u­ma intervenção militar.

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