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Portugal em crise energética

O Governo português declarou a crise energética no país, desde as primeiras horas de hoje até ao dia 21. A medida restritiva surge na sequência da greve dos motoristas de matérias perigosas, marcada para segunda-feira, mas que poderá prolongar-se por tempo indeterminado.

Fotografia: DR

O advogado do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques, disse ontem, citado pela Lusa, que os plenários de trabalhadores marcados para hoje são a “última oportunidade” para a Antram (Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias - de Portugal ) apresentar uma proposta que cancele a greve.
Para responder à possível paralisação, fica em vigor, a partir da meia-noite de amanhã, a limitação diária de abastecimento de 25 litros para viaturas ligeiras e de 100 para pesados.
O Governo decretou, na quarta-feira, serviços mínimos entre 50% e 100% para a greve, com os quais os grevistas não concordam. Foi também anunciado que o Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa rejeitou a providência cautelar apresentada pelo SNMMP em relação aos serviços mínimos decretados.
Embora a greve esteja anunciada para segunda-feira, os efeitos anteciparam-se, com o registo de enchentes em bombas de abastecimento de combustíveis. Em Portugal, é proibido o armazenamento de combustível em jerricãs em casa, à luz do decreto-lei que regulamenta a matéria técnica de Segurança Contra Incêndio em Edifícios.

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