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Prémio Nobel da Física vai para três cientistas

O Prémio Nobel da Física foi este ano atribuído a James Peebles, Michel Mayor e Didier Queloz, por contribuições para "o conhecimento da evolução do Universo e do lugar da Terra no cosmos", segundo o anunciado pelo secretário-geral da Real Academia de Ciências da Suécia, Göran K. Hansson.

Comité do Nobel destacou a contribuição dos três cientistas e a revolução na astronomia
Fotografia: DR

Metade do prémio vai ser entregue a James Peebles, pelas "descobertas na teoria da cosmologia física". A outra metade vai em conjunto para Michel Mayor e Didier Queloz, pela descoberta de "um exoplaneta em órbita de uma estrela do tipo solar".
Na rede social Twitter, o comité do Nobel salienta que os suíços Mayor e Queloz, da universidade de Ge-nebra, "iniciaram uma revolução na astronomia e mais de quatro mil exoplanetas foram descobertos desde então". "Estranhos mundos novos ainda estão a ser descobertos, numa quantidade incrível de tamanhos, formas e órbitas". Sobre o trabalho do norte-americano James Peebles, considera que "é a base do conhecimento actual da história do Universo, do Big Bang até ao presente".
No ano passado, a distinção tinha ido para o campo da física de laser, com prémio atribuído a Arthur Ashkin, Gérard Mourou e Donna Strickland. Este foi o segundo Nobel atribuído este ano, depois do da Medicina, que reconheceu os norte-americanos William G. Kaelin e Gregg L. Semenza e ao britânico Sir Peter J. Ratcliffe, pelas descobertas relativamente à forma como as "células pressentem e se adaptam ao oxigénio disponível".
Os prémios Nobel, os mais prestigiados do mun-do atribuídos nas áreas de Medicina, Física, Química, Literatura, Economia e Paz, começaram a ser anuncia-dos segunda-feira. Hoje e amanhã vai ser anuncia-
do o Nobel da Química e, na quinta-feira, os dois Nobel da Literatura, de 2018 e deste ano. Sexta-feira é a vez de ser anunciada a distinção mais mediática: o Prémio Nobel da Paz. O último Nobel a ser atribuído é o da Economia, algo que vai acontecer no dia 14.

Serviços à Humanidade

Os prémios Nobel nasceram da vontade do cientista e in-dustrial sueco Alfred Nobel (1833-1896) em legar grande parte da fortuna "àqueles que tenham prestado os maiores serviços à Humanidade".
Nobel, inventor da dinamite, deixou a sua vontade de atribuir prémios a pessoas de excelência expressa no testamento, feito em Paris, em 1895, um ano antes da sua morte. Actualmente, o Nobel é o prémio mais prestigiado do mundo, algo que se deve, também, às quantias que são atribuídas, poden-
do chegar aos 9 milhões de coroas suecas (cerca de 830 mil euros). Este ano serão atribuídos, a título excepcio-nal, dois Nobel da Litera-
tura (relativos a 2018 e 2019), depois de, no ano passado, ter sido suspenso devido a um escândalo de abusos sexuais e crimes financeiros, que afectou a Academia de Estocolmo.

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