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Presidência finlandesa da UE prioriza assuntos climáticos

A Finlândia assume na Segunda-Feira a Presidência da União Europeia (UE) empenhada em fechar o acordo para a neutralidade carbónica em 2050 e reforçar o respeito pelo Estado de Direito, fazendo depender dele a atribuição de fundos.

Primeiro-Ministro da Finlândia, Anti Riine, definiu objectivos
Fotografia: DR

"As prioridades da Presidência finlandesa do Conselho da União Europeia são reforçar os valores comuns e do Estado de Direito, tornar a UE mais competitiva e socialmente inclusiva, fortalecer a posição da UE como líder global da acção climática e proteger a segurança dos cidadãos de forma abrangente", anunciou o Governo de Helsínquia.
Com o lema "Europa sustentável, futuro sustentável", a Presidência finlandesa quer nomeadamente fechar o acordo entre os 28 para definir 2050 como meta para a neutralidade carbónica, em linha com o que definem os Acordos de Paris.
A meta devia constar da Agenda Estratégica aprovada no Conselho Europeu de 20 e 21 de Junho, mas, segundo fontes diplomáticas, a introdução da data foi vetada pelos países do chamado Grupo de Visegrado (Polónia, República Checa, Eslováquia e Hungria).
Na conferência de imprensa que deu na quarta-feira em Helsínquia, o Primeiro-Ministro finlandês, Anti Riine, não precisou como vai ser possível chegar a acordo, mas disse que "a minoria" de países que se opuseram à inclusão da data pretendem "saber como a neutralidade carbónica vai afectar as suas economias" e defendeu que a questão deve ser contemplada no orçamento da UE a longo prazo.
Em matéria de Estado de Direito, a Presidência finlandesa propõe-se nomeadamente aprofundar a discussão já lançada sobre a necessidade de fazer depender a atribuição de fundos europeus ao respeito pelo Estado de Direito.

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