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Presidente da República recebeu líderes políticos

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, recebeu na quinta-feira os líderes dos partidos políticos com assento parlamentar, mais de três meses depois das eleições legislativas, refere um comunicado da Presidência guineense, citado pela Lusa.

José Mário Vaz recebe personalidades da oposição
Fotografia: DR

Segundo a nota, o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) foi o primeiro a ser ouvido pelo Presidente, seguindo-se o Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), o Partido da Renovação Social (PRS), a Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), União para a Mudança (UM) e o Partido da Nova Democracia (PND).
As eleições legislativas na Guiné-Bissau realizaram-se a 10 de Março, mas o Presidente José Mário Vaz ainda não tinha ouvido os partidos para indigitar o Primeiro-Ministro e a consequente nomeação do Governo, alegando o impasse que existe para a eleição da mesa da Assembleia Nacional Popular. Os novos deputados guineenses tomaram posse a 18 de Abril, mas não se entenderam quanto à eleição do segundo vice-presidente da mesa.
Cabe ao Madem-G15 indicar o segundo vice-presidente, mas o nome do coordenador nacional do partido, Braima Camará, foi chumbado por duas vezes pela maioria dos deputados. />O Madem-G15 recusa avançar com outro nome.
O PRS, por seu lado, reivindica o lugar de primeiro secretário do Parlamento guineense.
O Parlamento da Guiné-Bissau está dividido em dois grandes blocos, um que inclui o PAIGC (partido mais votado nas legislativas, mas sem maioria), a APU-PDGB, a União para a Mudança e o Partido da Nova Democracia, com 54 deputados, e outro que juntou o Madem-G15 (segundo partido mais votado) e o PRS, com 48.
Segundo o artigo 68º (alínea g) da Constituição da República da Guiné-Bissau, são atribuições do Chefe de Estado “nomear e exonerar o Primeiro-Ministro, tendo em conta os resultados eleitorais e ouvidas as forças políticas representadas na Assembleia Nacional Popular.”
A comunidade internacional tem apelado para a urgência da nomeação do Primeiro-Ministro e formação do Governo na Guiné-Bissau e também para o diálogo de forma a ultrapassar a questão da mesa na Assembleia Nacional Popular.

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