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Procuradoria reafirma acusações contra Zuma

O Ministério Público da África do Sul reafirmou, ontem, as acusações de corrupção e suborno contra o ex-Presidente da República Jacob Zuma, “em nome da igualdade perante a lei.”

Ex-Presidente sul-africano
Fotografia: DR

Segundo a Reuters, o procurador do Estado, Wim Trengove, adiantou que o ex-Chefe de Estado sul-africano recorreu a uma extensa acção de litígio, conhecida por “a defesa de Estalinegrado” para evitar ser julgado pelos crimes de fraude e corrupção de que é acusado. “O processo de litígio arrastou-se por 14 anos sem interrupção e perdeu todos os casos”, afirmou Wim Trengove em tribunal.
Wim Trengove disse que o processo de Jacob Zuma foi custeado pelos contribuintes sul-africanos em cerca de dois milhões de dólares, considerando “um litígio luxuoso destinado a atrasar a sua conclusão.”
Jacob Zuma e o grupo de defesa francês Thales são acusados de vários alegados crimes de fraude e corrupção relacionados com um meganegócio de armamento no final da década de 90, cerca de cinco anos após a queda do “apartheid”.
Segundo a acusação, o ex-Presidente da República Zuma (2009-2018) é suspeito de ter recebido 280 mil dólares em subornos daquele fabricante de armamento francês, para favorecer um contrato de cerca de 5 mil milhões de dólares, concluído em 1999 para equipar as Forças de Defesa da África do Sul. Quer Jacob Zuma quer a empresa, sempre, negaram as acusações.
Apesar de as investigações ao negócio de armamento terem começado no início de 2000, Zuma foi pela primeira vez formalmente acusado apenas em 2005, depois da condenação por um tribunal sul-africano do seu antigo assessor financeiro, Schabir Shaik, por fraude e corrupção.
O tribunal condenou Shaik por efectuar “regularmente pagamentos corruptos” a Zuma entre 1995 e 2002, alegadamente com fundos provenientes da Thales, para “manter a empresa fora do radar das investigações e garantir futuros contratos” com o Governo sul-africano.

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