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Publicidade com cores do apartheid retirada do mercado

O gigante sul-africano da venda a retalho Woolworths apresentou desculpas depois de comercializar “por engano” uma sacola de ginástica com cores da bandeira do regime do Apartheid e que estava destinada a ser vendida na Austrália.

Fotografia: DR

 Segundo revelou segunda-feira a Reuters, a empresa lamentou que “as cores sazonais” tenham ofendido alguém e confirmou consequentemente a retirada do produto de todas as suas lojas em todo o território nacional.
“Apresentámos as nossas sinceras desculpas a todos os nossos clientes sul-africanos. A nossa intenção nunca foi ofender e, por isso, decidimos cessar a venda deste artigo”, disse a Woolworths, que gere quase 700 lojas na África do Sul e 64 no continente africano. Há dois meses, o Tribunal da Igualdade na África do Sul julgou que o uso da bandeira do regime de Apartheid traduz uma intenção clara de “chocar, magoar e incitar ao ódio contra negros”.
A queixa foi depositada pela Fundação Nelson Mandela e pela Comissão Sul-africana dos Direitos Humanos (SAHRC), com base em denúncias feitas por diversos cidadãos.

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