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Quatro mortos em novos ataques na região norte

Quatro pessoas morreram e 40 casas foram incendiadas na noite de ontem durante um ataque de desconhecidos à aldeia de Litandakua, norte de Moçambique.

Grupo desconhecido semeia dor no Norte de Moçambique
Fotografia: DR

Três vítimas morreram depois de terem sido atacadas com catanas e uma morreu carbonizada na aldeia remota, dependente do posto administrativo de Chai, distrito de Macomia, referiu uma fonte policial. Nenhuma das vítimas tinha qualquer posição de relevo na povoação.
O grupo com um número incerto de elementos roubou cabeças de gado (cabritos), assaltou pelo menos uma barraca de venda informal, deitou fogo a habitações de construção tradicional (barro, estacas e colmo) e depois deixou o local. Só na mais recen-te vaga de violência, desde 27 de Maio, morreram pelo menos 29 habitantes, 11 supostos agressores e dois elementos das forças de segurança, se-gundo números fornecidos pelas autoridades.
Entretanto, o historiador britânico Malyn Newitt considerou que o norte de Mo-çambique merece ser mais estudado devido ao seu potencial económico, mas também para perceber melhor um território onde, nos últimos tempos, se têm verificado problemas.
No livro “Uma História Bre-ve de Moçambique”, ontem apresentado em Londres e cuja edição em português não está ainda prevista, Malyn Newitt invoca um conceito que chama de “agência africana”, uma espécie de engenho que caracteriza a resistência passiva que africanos mostraram e que forçou as autoridades coloniais a mudarem a forma como agiam para conseguir a colaboração local.

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