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RDC: Deputados apontam dedo a diplomatas

Os presidentes das duas câmaras do Parlamento da República Democrática do Congo (RDC) denunciaram, terça-feira “interferência” e o “activismo” de diplomatas acreditados no país.

Presidente do Senado da RDC , Alexis Tambwe Mwamba
Fotografia: DR

“O país enfrenta uma interferência estrangeira recorrente nos assuntos internos do Estado”, disse o presidente do Senado, Alexis Tambwe Mwamba, no discurso que assinalou o início do novo ano parlamentar, na presença de Joseph Kabila. 

Segundo Mwamba, citado pela AFP, “algumas representações diplomáticas constituíram-se como conselheiros das instituições públicas e dos actores políticos em exercício” e “as suas declarações e o seu activismo contribuem, obviamente, para a desconfiança entre os congoleses”.

“Pedimos ao Governo que recorde aos diplomatas na República Democrática do Congo, sejam eles quem forem, os requisitos dos seus deveres e o seu dever de reserva que proíbe qualquer interferência nos assuntos internos”, disse então a presidente da Assembleia Nacional, Jeanine Mabunda, aos deputados.

No final de Agosto, os activistas congoleses apelaram à “expulsão imediata” do embaixador rwandês na RDC, após uma controversa publicação na plataforma Twitter sobre um massacre no Leste da RDC, em 1998. O embaixador dos Estados Unidos da América (EUA) em Kinshasa encorajou publicamente o Presidente Félix Tshisekedi a combater a corrupção e a impunidade dos crimes cometidos à margem dos conflitos, particularmente sob o regime de Joseph Kabila (2001-2019).

Em Julho, o embaixador Mike Hammer e o secretário de Estado adjunto para os Assuntos Africanos, Tibor Nagy, tinham saudado a demissão de um general congolês sob sanções ocidentais, John Numbi, por decisão do Presidente Tshisekedi.

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