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RDC: Recurso de Vital Kamerhe adiado para 7 de Agosto

O recurso de Vital Kamerhe, director de gabinete do Presidente Félix Tshisekedi, foi adiado para 7 de Agosto, disse, hoje, à AFP, o advogado.

Vital Kamerhe, director de gabinete do Presidente Félix Tshisekedi
Fotografia: DR

Previsto para ser analisado na sexta-feira, “o processo foi adiado para 7 de Agosto por razões processuais”, declarou, à AFP, Jean-Marie Kabengela, advogado de Kamerhe. Antigo presidente da Assembleia Nacional, Vital Kamerhe, 61 anos, desistiu a favor do actual Chefe de Estado, Félix Tshisekedi, durante a campanha eleitoral de Dezembro de 2018.

Preso a 8 de Abril, foi condenado a 20 anos de trabalhos forçados com o co-acusado, o empresário libanês Jammal Samih, de 79, por desvio de, pelo menos, 50 milhões de dólares dos fundos públicos.

M23 aceita desmobilização

Os antigos militares do M23 reapareceram, na localidade de Rutshuru, província do Kivu - Norte, declarando apoio ao Presidente Félix Tshisekedi.
A presença foi denunciada a semana finda pela sociedade civil daquele território fronteiriço com o Rwanda. 

Num comunicado divulgado, sexta-feira, no jornal electrónico 7sur7.cd, Bertrand Bisimwa, um dos responsáveis daquele movimento, disse que os antigos rebeldes não estão em Rutshuru para combater as Forças Armadas Congolesas (FARDC).

“Os nossos antigos combatentes estão em Rutshuru, não para combater com as FARD ou com outras forças. Estão lá por serem congoleses e esperam, como toda a gente, pela aplicação dos acordos de Nairobi, de 12 de Dezembro de 2013”, lê-se no documento.

No acordo, o M23 aceita a desmobilização e renuncia à violência, enquanto o Governo se empenha a iniciar o processo de desmobilização e amnistia de alguns membros do movimento que não cometeram “crimes graves”.

Relativamente ao Presidente Tshisekedi, o movimento diz “ estender-lhe a mão, pelo facto de o mesmo querer que todos os grupos armados activos no Leste do país deponham as armas e se rendam para participar no processo de pacificação na RDC”. 

Antes do acordo de Nairobi, o M23 conseguira, depois de uma ofensiva, ocupar a cidade de Goma, em 2012, sob o comando do general Bosco Ntanganda, actualmente no TPI, em Haia, acusado de crimes contra a humanidade.

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