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RDC vai punir autores da morte de soldados

As autoridades congolesas prometeram que os autores da morte, quinta-feira passada, de 14 capacetes azuis tanzanianos e cinco militares das Forças Armadas da República Democrática do Congo (RDC) “não continuarão impunes”.

Corpos dos capacetes azuis tanzanianos foram repatriados na quinta-feira
Fotografia: AFP|


Estas fatalidades seguiram-se ao ataque perpetrado contra a base da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização na RDC (MONUSCO), em Semiliki, no Kivu-Norte, segundo a porta-voz do Governo local, Marie Shematsi Baerni.
“Os autores destes actos ignóbeis não continuarão impunes. Ninguém tem o direito de ignorar estes actos ignóbeis, e que a  justiça seja feita”, sublinhou Shematsi Baeni, num comunicado divulgado quarta-feira pela imprensa. Marie Baerni indicou, ao mesmo tempo, que o Governo provincial do Kivu-Norte está “muito chocado com esta perda inesperada e ignóbil destes homens engajados  no restabelecimento da segurança na zona abalada pelo activismo dos grupos armados entre eles as Forças Democráticas Aliadas (ADF) e os seus aliados”.
Ao apresentar as suas mais sentidas condolências ao Governo tanzaniano através da sua representação na RDC, às Forças Armadas da RDC (FARDC) e às famílias biológicas dos desaparecidos, as autoridades de Kinshasa exprimiram “compaixão, gratidão e amizade às vítimas” e saudaram o engajamento dos elementos tanzanianos “muito activos” ao lado das FARDC na perseguição dos inimigos da paz e para a protecção das populações congolesas interessadas pela paz. A 7 de Dezembro último, lembre-se, presumíveis elementos ugandeses das ADF  lançaram um ataque contra a Companhia Operacional da Força da MONUSCO, em Semiliki, causando a morte de 14 capacetes azuis tanzanianos e ferindo 44 outros. Os corpos dos soldados tanzanianos foram repatriados quinta-feira.

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