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Reafirmado o desejo de consolidação da paz

A manutenção da paz deve continuar a ser o “eterno dever” da União Europeia, afirmou ontem o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, por ocasião dos 80 anos do início da II Guerra Mundial (1939-1945).

Fotografia: DR

“Quando se completam 80 anos desde o início da II Guerra Mundial, devemos recordar que estar à altura do desígnio da Europa, de nunca mais haver guerra, deve continuar a ser o nosso eterno dever”, disse Juncker através da rede social Twitter.
O político luxemburguês escreveu: “Estou agradecido por viver num continente pacífico” e assegurou que a Europa é paz.
A mensagem de Juncker é acompanhada por uma cronologia em que se resumem os conflitos bélicos na Europa ao longo dos últimos anos e se destaca o largo período de paz coincidente com a criação do clube comunitário. A 1 de Setembro de 1939 declarou-se a II Guerra Mundial com a invasão da Polónia pela Alemanha de Adolf Hitler.
Em 1957, Alemanha, França, Itália, Bélgica, Luxemburgo e Holanda firmaram o tratado da Comunidade Económica Europeia, origem da actual UE.

Promessas de defesa
O Vice-Presidente dos EUA, Mike Pence, pediu ontem aos aliados da NATO para cumprirem as promessas de “defender as liberdades hoje e sempre”, durante a cerimónia do 80º aniversário do início da II Guerra Mundial, em Varsóvia.
Mike Pence referia-se, particularmente, à necessidade de compromisso com as metas de dedicar 02 por cento do PIB em matérias de Defesa, de acordo com os regulamentos da NATO, que os EUA acusam vários países de não cumprirem.
“Os Estados Unidos e a Polónia continuarão, com todos os aliados, na defesa comum. Mas os Estados Unidos e a Polónia também continuarão a pedir aos aliados para cumprirem as promessas que fizemos”, afirmou Mike Pence, na intervenção nas cerimónias que assinalaram os 80 anos do início da II Guerra Mundial, em Varsóvia.
Perante uma plateia onde se encontravam dezenas de líderes mundiais, incluindo vários de países pertencentes à NATO, o Vice-Presidente norte-americano referiu a necessidade de um envolvimento de todos os atores para garantir os valores de liberdade conquistados após a vitória dos Aliados contra o regime nazi.
Pouco antes da intervenção de Mike Pence, o Presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, tinha falado da responsabilidade especial da Alemanha na construção do projecto europeu, dizendo que Berlim o olha como “projecto de esperança” e agradecendo aos EUA pelo compromisso com as liberdades, a democracia e a defesa do continente.

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