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Rebeldes da Síria abandonam bastiões com acordo político

Rebeldes e seus familiares começaram a deixar no sábado o bastião na cidade síria de Homs, graças a um acordo com as autoridades de Damasco apoiado pelo Governo russo, informou ontem a imprensa síria.


O acordo sublinha a vantagem do Presidente sírio, Bashar al-Assad, na guerra, à medida que mais rebeldes deixam as áreas que defendiam há anos depois do estabelecimento de acordos de retirada para outras partes do país.o
Vários autocarros saíram do distrito de al-Waer, em Homs, anteriormente um dos primeiros centros do levantamento armado contra Bashar al-Assad. Segundo o acordo, entre 10.000 e 15.000 rebeldes e civis devem retirar nas próximas semanas, de acordo com activistas da oposição em al-Waer e um observador do conflito.
O governador de Homs, Talal Barazi, disse à agência Reuters que admitiu que 1.500 pessoas, incluindo pelo menos 400 combatentes, partiram no sábado rumo a áreas no nordeste de Aleppo, e que a maioria dos moradores de al-Waer vai permanecer.
“Os preparativos e a realidade no local indicam que as coisas vão correr bem”, disse Talal Barazi. O Governo sírio descreveu tais acordos como um “modelo viável” que aproxima o país da paz após seis anos de conflito.
A oposição define os acordos como uma táctica de deslocamento forçado de pessoas que se opõem ao Presidente Bashar al-Assad após anos de bombardeamentos e cerco de grande intensidade.
Em acordo com o Crescente Vermelho, as forças sírias e russas supervisionam a retirada, que deve durar cerca de seis semanas, de acordo com Talal Barazi.
Os rebeldes perderam praticamente as fontes de abastecimento, o que retirou a possibilidade de resistência perante à ofensiva das Forças Armadas sírias, que nos últimos meses não hesitaram em lançar ataques de grande envergadura. O Governo sírio deu garantias aos grupos que abraçarem o processo de paz patrocinado pela Rússia.

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