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Rei Felipe VI pede a Sánchez que forme o novo Governo

O líder socialista Pedro Sánchez foi encarregado na quinta-feira pelo rei de Espanha de formar um novo Executivo, após a sua vitória eleitoral de 28 de Abril, mas deve negociar com diversas forças políticas para ser confirmado como Presidente do Governo espanhol.

Pedro Sánchez tem caminho aberto para formar o Governo
Fotografia: Dr

O rei Felipe VI decidiu “propor Pedro Sánchez como candidato à Presidência do Governo”, anunciou a presidente do Congresso dos Deputados, a socialista Meritxell Batet, diante da imprensa.
Logo depois, Sánchez confirmou em conferência de imprensa a “vontade de aceitar o cargo”, após se reunir com o monarca, que desde quarta-feira recebeu no Palácio Real os chefes das forças políticas com assento na Câmara Baixa.
A posse de Sánchez para um mandato de quatro anos, que deve ser feita no começo de Julho, é dada como certa, já que nenhum rival tem votos suficientes na câmara para aspirar ao cargo.
“Não há outra alternativa possível”, destacou Sánchez, depois de afirmar que o seu compromisso é “construir grandes consensos, dialogando com todos, (...) nesses quatro anos se contar com a confiança da Câmara.”
À direita, os conservadores do Partido Popular (PP), os liberais do Ciudadanos e a extrema direita do Vox conformam-se em estar na oposição, embora com a promessa de poderem vir a dificultar a vida ao chefe do Governo.
Sánchez “beneficia do facto de ter uma oposição muito fragmentada frente a ele, que não pode articular uma maioria de Governo diferente”, opinou à AFP Pablo Simón, cientista político da Universidade Carlos III de Madrid.
Chegado ao poder em Junho de 2018 graças a uma moção de censura que tirou do poder o seu antecessor Mariano Rajoy do PP, Sánchez agora tem que obter directamente da Câmara de Deputados a confiança, algo que tentou sem sucesso em Março de 2016. O líder socialista, de 47 anos, precisa de uma maioria absoluta de 176 apoios, de 350 vagas, na votação de posse.
Se não tiver sucesso, numa segunda votação dois dias mais tarde, bastará receber mais votos “sim” que “não”.

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