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Renamo acusa Frelimo de “manobras dilatórias”

A Renamo acusou o Governo da Frelimo de estar a organizar “manobras dilatórias” no recenseamento para vencer as eleições gerais, exigindo a demissão do director-geral do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE), referiu ontem a Lusa

Fotografia: DR

“Fica claro que ao organizar estes esquemas fraudulentos a Frelimo pretende perpetuar-se no poder de forma ilícita e ilegítima", disse Ossufo Momade, presidente da Renamo, durante uma teleconferência a partir da serra da Gorongosa, centro de Moçambique.
Para a Renamo, o recenseamento eleitoral, que terminou ontem, foi marcado por irregularidades e, consequentemente, devia ter o prazo prorrogado, uma alternativa descartada pelos órgãos eleitorais.Entre as irregularidades, o principal partido de oposição em Moçambique destaca o “início tardio deliberado” do recenseamento eleitoral, com maior incidência nas províncias do centro e norte do país, nas zonas de forte influência da Renamo.
“Houve também uma promoção criminosa de dupla inscrição de funcionários públicos, sobretudo professores e enfermeiros, através de manipulação e chantagem, alegadamente para manterem os seus empregos”, acrescentou Ossufo Momade.
Para o presidente da Renamo, as alegadas irregularidades colocam em causa o “direito legítimo e constitucional que assiste aos moçambicanos de serem eleitos e elegerem os seus representantes”.

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