Mundo

Renamo critica gestão municipal do Governo

A Renamo, principal partido da oposição, acusou, ontem, o Governo de inviabilizar a gestão dos municípios administrados por outros partidos, através de atrasos na transferência de verbas que devem ser canalizadas pelo Executivo para as autarquias.

Fotografia: DR


Segundo a Lusa, a acusação foi feita pelo secretário-geral da Renamo, André Magibire, durante o discurso de abertura da reunião de quadros do partido, que se iniciou, ontem, em Maputo. “Em todos os municípios, governados pela Renamo, há problemas de alocação, a tempo e horas, do Fundo de Iniciativa Autárquica e do Fundo de Compensação Autárquica”, afirmou André Magibire.

Aquele responsável considerou que os atrasos são propositados e têm o “único objectivo de incapacitar” a acção governativa dos presidentes dos municípios da Renamo. O secretário-geral do partido da oposição acusou os administradores dos distritos com municípios da Renamo de usurparem a competência de cobrança de impostos e taxas que deve ser exercida pelas autarquias. “Uma das preocupações tem a ver com a interferência dos governos distritais, que fazem cobranças na área do município e isso acontece em todos os que são governados pela Renamo”, declarou.

André Magibire assegurou que o alegado bloqueio à acção governativa dos municípios dirigidos pela Renamo está a fracassar, porque o partido estava preparado para essas manobras. “Infelizmente, essa pretensão do Governo central não está a ser conseguida, pois, os nossos quadros estão a superar, porque estão preparados para esse tipo de desafio, sabíamos que isto ia acontecer”, destacou o secretário-geral da Renamo.

As instituições do Estado, continuou, devem criar uma atmosfera de respeito pelo Estado de Direito democrático, proporcionando oportunidades de exercício de poder político igual a todos os cidadãos. “Que todos tenham as mesmas oportunidades, independentemente da sua filiação político-partidária”, enfatizou o dirigente.
A Renamo governa em oito municípios, enquanto a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, dirige 44, e o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) gere apenas um.

Tempo

Multimédia