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Resgatados 100 imigrantes à deriva no Mediterrâneo

A Organização Não-Governamental (ONG) italiana Meditarrenea Saving Humans anunciou, ontem, que resgatou uma centena de imigrantes, entre os quais 26 mulheres e 28 crianças, que navegavam em condições difíceis no Mar Mediterrâneo.

Fotografia: DR

A organização humanitária explicou, através das redes sociais, que efectuou o resgate com o seu navio “Mare Jonio” às 6h35 locais (07h35 em Angola) e que oito das mulheres estavam grávidas, 22 das crianças eram menores de 10 anos e seis adolescentes.
Estas pessoas estavam à deriva no Mediterrâneo a bordo de uma lancha pneumática “sobrelotada”, que perdia ar quando a ONG procedeu ao resgate.
“Todas as pessoas estão salvo e a bordo connosco. Há casos de hipotermia e alguns têm sinais claros de maus tratos e de tortura na Líbia”, sublinhou a Mediterranea Saving Humans.
O navio “Eleonore” de outra ONG, a Mission Lifeline, estava ontem, no Mediterrâneo, com 101 imigrantes resgatados a bordo, à espera de algum país que autorize a entrada num porto que, neste momento, não pode ser em Itália, visto que o Governo de Roma legislou para evitar que entre, transite ou atraque nas águas territoriais do país.
O Governo alemão disse, ontem, que este navio precisa "urgentemente de uma solução" e que o seu país está com-prometido em assumir uma parte significativa das pessoas a bordo, enquanto a Comissão Europeia confirmou que está a manter contactos com os Estados membros para coordenar a colocação dessas pessoas.
O Mar Mediterrâneo central transformou-se num enorme cemitério para os imigrantes que tentam chegar à Europa. Quase diariamante há notícias de naufrágios com elevado número de vítimas.

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