Mundo

São-tomense libertado sob caução de 200 euros

O juiz de primeira instância de São Tomé fixou ontem o pagamento de uma caução de 200 euros como medida de coação ao cidadão que vandalizou segunda-feira as instalações da Embaixada de Portugal, disse à Lusa fonte judicial.

Fotografia: DR

A mesma fonte acrescentou que o arguido, Hélder Salomé, saiu em liberdade, mas está proibido de sair temporariamente do país.
O processo vai seguir para “instrução preparatória”, sem, no entanto, ter sido avançada a data do julgamento.
No âmbito das averiguações concluiu-se que Hélder Salomé, 30 anos, “precisava de visto de entrada em Lisboa, onde deveria prosseguir tratamento médico”, de acordo com a mesma fonte judicial.
Na segunda-feira, o cidadão são-tomense danificou as instalações da Embaixada portuguesa em São Tomé e Príncipe, alegadamente devido à demora no processamento de visto para viajar para Portugal, disse fonte policial.
“Ele alega que fez um pedi-do de visto há 67 dias, e movido pela raiva, decidiu destruir as instalações da Secção Consular”, situada na capital, São Tomé, disse o comandante distrital da Polícia Nacional, Faico Miguel.
A embaixada de Portugal escusou-se a prestar qualquer esclarecimento e desconhece-se o valor dos prejuízos.
O Governo de São Tomé e Príncipe pediu, na segunda-feira, desculpas a Portugal pelos actos de vandalismo, que ocorreram na Embaixada portuguesa, mas pediu também uma “abordagem mais humana” nos procedimentos para a atribuição de vistos.
O cidadão destruiu por completo as instalações da Embaixada, partiu computadores, aparelhos de ar condicionado, vidros de portas e janelas, entre outros meios.

Tempo

Multimédia