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Secretário do Tesouro diz que há risco de danos duradouros nos EUA

A paragem da economia norte-americana devido à pandemia de Covid-19 coloca "o risco de danos duradouros", considerou hoje (19) o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, numa audição no Senado.

Secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.
Fotografia: DR

A reabertura da economia deve, no entanto, ser feita de "uma forma equilibrada e sem perigo" face à Covid-19, acrescentou, quando o Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, pressiona as empresas para relançar a máquina económica e os peritos advertem para o risco de uma reabertura prematura, que pode levar a uma segunda vaga de propagação da pandemia.

Steven Mnuchin afirmou que o desemprego deve continuar elevado no segundo trimestre. "É por isso que é tão importante começar a pôr as pessoas a trabalhar em segurança", insistiu, garantindo que a administração liderada por Donald Trump tem ouvido os peritos em matéria de saúde. "Estamos optimistas quanto aos progressos alcançados para vacinas, terapias antivirais e testes", sublinhou.

"Prevemos uma melhoria nas condições económicas durante o terceiro e o quarto trimestre e no próximo ano", indicou. Steven Mnuchin está a ser ouvido pela Comissão de Assuntos Bancários do Senado, com o presidente da Reserva Federal (FED), Jerome Powell, sobre os primeiros resultados do gigantesco plano de relançamento da economia norte-americana que foi aprovado e sobre medidas futuras.

Powell, por sua vez, insistiu na necessidade de se fazer "tudo o que for possível" para aliviar o impacto económico desta crise, quando decorrem negociações para um pacote de estímulos adicionais. "Convém lembrar que as medidas tomadas para conter o vírus representam um investimento na nossa saúde individual e colectiva. Como sociedade, devemos fazer tudo o que for possível para aliviar aqueles que sofrem e pelo bem público", disse o presidente do banco central.

No plano monetário, assegurou que a FED "tem o compromisso de usar todas as ferramentas disponíveis nestes tempos de desafio", depois de o banco central já ter cortado as taxas de juro, que estão próximas de 0%.

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