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Sector dos petróleos pode gerar riqueza sustentável

O conglomerado jurídico panafricano Centurion Law Group, que opera na aplicação de boas práticas nos negócios, considera, num comunicado, na quarta-feira, datado de Joanesburgo, que o Executivo do Presidente João Lourenço “está a conduzir o renascimento da indústria petrolífera angolana”, não havendo dúvidas de que esta passa, actualmente, por “um momento de profunda transformação”.

Avaliação considera bem-sucedidas as reformas nos petróleos
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

O comunicado é baseado em observações produzidas durante a deslocação em Dezembro realizada a Angola pelo secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), Mohammed Barkindo, realçando o facto de os primeiros 11 meses de 2018 terem proporcionado a Angola mais dinheiro do petróleo que qualquer um dos quatro anos anteriores, no valor de 8,7 mil milhões de dólares.
“Embora isso contribua de alguma forma para ajudar a economia do país como um todo, esses resultados não podem ser atribuídos às recentes reformas no sector”, posto que “a subida dos preços do petróleo testemunhada no período que antecedeu Novembro de 2018 justificou a maior parte dos ganhos”, nota o documento.
Novembro de 2018, prossegue, marcou o mais alto preço por barril de petróleo angolano (quase 80 dólares) desde o mesmo mês de 2014. O preço médio de venda no ano até Novembro foi de 70,82 dólares, enquanto o Orçamento de Estado foi projectado com base num preço médio de 50 dólares por barril.
“Isso representa boas notícias para a economia angolana, mas também pode soar enganadoramente positivo: se, por um lado, os lucros do Estado com o petróleo aumentaram, a produção está em declínio”, com 2018 a ser “o primeiro ano em que a produção média de Angola ficou abaixo de 1,5 milhões de barris de petróleo por dia em mais de uma década”.
A falta de investimento em prospecção verificada na sequência do colapso do preço do petróleo em 2014 (que resultou numa redução drástica no número de poços em exploração), significa que não existem novos projectos e reservas para substituir o declínio dos campos de petróleo activos.
Os autores consideram que o Presidente João Lourenço e o seu gabinete “tiveram de trabalhar arduamente para atrair investimentos e renovar a indústria”, em operações que tomaram forma na ronda de licitações de campos marginais de 2019, a primeira em mais de oito anos, lê-se no documento.
As transformações que se registam no sector petrolífero angolano, conclui o comunicado do Centurion Law Group, “têm potencial para  impulsionar o país para um nível de desenvolvimento e riqueza económica sustentável que nunca viu antes” e, “se as medidas forem continuadas no tempo, o sector petrolífero de Angola passará por uma transformação e progresso consideráveis”. 


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