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Seis pastores foram detidos no Ruanda

A Polícia do Ruanda prendeu seis pastores acusados de terem violado o estatuto a que ficaram sujeitos de-pois do encerramento das igrejas que lideram, de acor-do com a lei recentemente ratificada pelo Presidente Paul Kagame.

Os detidos são acusados de estarem a organizar reuniões com outros pastores com a intenção deliberada de os convencer a desrespeitar a orientação do Governo sobre as condições para o funcionamento e encerramento das igrejas que não respeitem a nova legislação.

Estes seis pastores, que pertencem todos a igrejas pentecostais, foram notificados a semana passada de que teriam que encerrar as instalações onde funcionam pelo facto destas não respeitarem o que está estipulado por lei em termos de estruturas físicas dos edifícios e por “ostensiva”e “grave”poluição sonora. O bispo Rugagi Innocent, o que mais se tinha insurgido contra o “cumprimento abrupto” desta nova lei, é um dos pastores que foram detidos e que será ainda esta semana, juntamente com os outros cinco, apresentado perante um juiz.

Um porta-voz da polícia ruandesa, Theos Badege, confirmou entretanto a detenção dos seis pastores, sublinhando que eles estavam a participar em “reuniões ilegais” e que tinham “más intenções” contra as leis aprovadas pelo Governo.

“Depois das suas igrejas terem sido encerradas, esses pastores estão impedidos de desenvolver actividades religiosas, privadas ou públicas, sendo isso entendido como um desrespeito e uma obstrução às decisões do Governo do Ruanda”, sublinhou o mesmo porta-voz. Na altura, 700 igrejas haviam sido notificadas.

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