Mundo

Senadora defende destituição de Trump

A senadora democrata Elizabeth Warren, candidata às presidenciais de 2020 nos EUA, defendeu a destituição do Presidente Donald Trump pelo Congresso, após a conclusão do “Relatório Mueller”.

Elizabeth Warren é candidata às presidenciais de 2020
Fotografia: DR

 “Mueller colocou o próximo passo nas mãos do Congresso”, escreveu Elizabeth Warren na rede social Twitter, defendendo que o Congresso tem o poder de proibir o “uso corrupto” da autoridade de Trump enquanto Presidente.
Para a antiga professora de direito em Harvard, “o processo correcto para exercer esse poder é o ‘impeachment’ (destituição)”.
“Ignorar os repetidos esforços de um Presidente em obstruir uma investigação sobre o seu comportamento provocaria danos graves e duradouros a este país”, disse.
Após uma longa investigação sobre a interferência russa nas eleições presidenciais de 2016, o procurador especial Robert Mueller concluiu que não houve conluio entre a campanha de Donald Trump e a Rússia. No entanto, o documento deixa dúvidas quanto a ter havido obstrução à Justiça.
Mueller confessou que o Presidente Trump tentou afastá-lo, desincentivou testemunhas a cooperar com os procuradores e encorajou os assessores a enganar o público. O relatório detalha os vários esforços de Trump para condicionar a investigação sobre a Rússia que temia que enfraquecesse a sua Administração.
Mueller escreve também que as tentativas de Trump controlar a investigação e instruir outras pessoas no sentido de o influenciar “não foram bem-sucedidas, em grande parte porque as pessoas que rodeiam o Presidente se recusaram a cumprir as ordens ou acatar os pedidos”.
“O relatório de dois volumes e 447 páginas foi libertado na quinta-feira e ao reagir ao relatório, Donald Trump falou de testemunhos fabricados”.

Tempo

Multimédia