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Separatismo na Catalunha preocupa o novo Executivo de Madrid

O novo ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, considerou ontem em Madrid que o movimento independentista catalão é “o maior problema” que o país tem de enfrentar neste momento.

Josep Borrel chefia a diplomacia espanhola
Fotografia: DR

“São tempos difíceis. A Espanha enfrenta, talvez, o maior problema que pode ocorrer num país: o da sua integridade territorial”, disse Borrell na cerimónia oficial de transferência da pasta dos Negócios Estrangeiros do seu antecessor, Alfonso Dastis.
O novo ministro é catalão e um conhecido opositor à independência da região em que nasceu, tendo participado nos últimos anos em muitas manifestações a favor da unidade de Espanha.
A sua nomeação já foi criticada pelos partidos separatistas catalães, os mesmos que apoiaram a moção de censura que na semana passada afastou o Governo de direita liderado por Mariano Rajoy e sua substituição pelo executivo socialista dirigido por Pedro Sánchez.
Borrell, que é um ex-presidente do Parlamento Europeu (2004-2007), também defendeu que “a União Europeia enfrenta uma crise de confiança”.
“Se tivéssemos adormecido em 2007 e despertado 11 anos mais tarde, eu não teria reconhecido a Europa [...]. Em 2007 íamos de vento em popa e hoje temos uma crise de confiança no projecto político”, acrescentou.
Pelo menos dois Governos europeus - Hungria e Itália - são dominados por eurocépticos e o Reino Unido está na fase final do processo de separação do clube europeu.
O novo Executivo espanhol fez uma clara escolha pelo apoio ao processo de construção europeu com a nomeação de Josep Borrell e da nova ministra da Economia, Nadia Calviño, que até agora era directora-geral do Orçamento na Comissão Europeia, em Bruxelas.

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