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Serviços secretos pedem uma auditoria às contas

A Agência Nacional de Reconhecimento (ANR), Serviços Secretos congoleses, solicitou ao inspector-geral das Finanças uma auditoria das despesas dos ministérios do Governo cessante, dirigido por Bruno Tshibala, desde Março de 2017.

Presidente congolês
Fotografia: DR

Segundo noticiou ontem a AFP, o novo chefe da ANR, Justin Inzun Kakiak, justificou a iniciativa “por razões imperiosas da Segurança de Estado”.
Numa carta datada de 17 de Agosto, a ANR solicita à Inspecção-Geral do Estado uma auditoria sobre as finanças dos ministérios, a partir da data da tomada de posse do Presidente Félix Tshisekedi. Os serviços exigem, entre outras coisas, a audição de todos os pagamentos dos fundos do tesouro público a todos os ministérios do Governo cessante, desde a investidura do Chefe de Estado, recuperar todas as ordens de saque e recibos dos fundos dos pelouros, desde Janeiro de 2019, exigir deles todos os documentos iniciados por eles para o levantamento de fundos e elaborarem relatórios circunstanciados sobre os referidos dossiers.
Referindo-se a uma fonte da Inspecção-Geral das Finanças, a AFP indica que a audição já começou. Nomeado administrador-geral da ANR, Justin Inzun Kakiak, antigo número dois de Kalev Mutond, sob sanções da União Europeia (EU), é conhecido na sociedade congolesa pela discrição e longa carreira nos Serviços.
Ensino primário gratuito
O ensino primário nas escolas públicas congolesas vai ser gratuito a partir de 2 de Setembro próximo, início do ano lectivo 2019-2020, dando assim cumprimento a uma promessa feita pelo Presidente Félix Tshisekedi no discurso de tomada de posse, anunciou ontem, em Kinshasa, o ministro interino do Ensino Primário,Secundário e Profissional, Emery Okunji.
O governante congolês anunciou o facto durante uma mesa-redonda sobre a matéria organizada em Kinshasa, que visou analisar e definir as modalidades práticas que permitam efectivar a gratuidade do ensino de base a partir do próximo ano lectivo.
Pouco antes, Okunji anunciou, em conferência de imprensa, “a supressão de todas as propinas” nos estabelecimentos escolares públicos de ensino de base, conformando-se essa medida com a Constituição em vigor no país.

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