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Signatários do acordo do programa nuclear iraniano reunidos em Viena

Os signatários do acordo sobre o programa nuclear iraniano reuniram-se, hoje, em Viena, mantendo-se o impasse com os Estados Unidos que falhou o restabelecimento das sanções da ONU e acusa os europeus de "alinharem com os ayatollahs".

Fotografia: DR

Os representantes do Irão, China, Rússia, Alemanha, França e Reino Unido encontram-se reunidos num hotel em Viena, constatou uma jornalista da agência France-Presse. Em 2018, Washington abandonou o acordo assinado em Viena três anos antes e restabeleceu sanções contra Teerão.

Em 2019, a República Islâmica declarou não se sentir obrigada a manter compromissos relativos ao pacto e as suas reservas de urânio ultrapassam agora quase oito vezes o limite autorizado, segundo o relatório de Junho da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), que fiscaliza o cumprimento do acordo.

A 21 de Outubro, os Estados Unidos activaram formalmente na ONU um processo controverso para exigir o restabelecimento das sanções internacionais contra o Irão, recusado pelos seus aliados europeus. Neste contexto tenso, a coesão entre iranianos, europeus, russos e chineses foi prejudicada pela falta de cooperação de Teerão com a AIEA.

Há meses que este organismo da ONU pedia a Teerão o acesso a dois locais ligados ao nuclear. Na passada quarta-feira, o Irão acabou por dar "luz verde" à AIEA, colocando-se "globalmente em sintonia com o resto do mundo, enquanto os Estados Unidos parecem isolados", considerou Mark Fitzpatrick, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos.

 

A AIEA, sediada em Viena e que informa regularmente os seus Estados membros sobre as atividades nucleares do Irão, deve publicar um novo relatório este mês.

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