Mundo

Síria ameaça atacar aliados de Washington

O Presidente sírio, Bashar al-Assad, afirmou que está aberto a trabalhar pela reconciliação no país em guerra, mas não descartou recorrer à força contra os combatentes curdos apoiados pelos Estados Unidos para reconquistar as regiões sob o seu controlo, informou a AFP.

Fotografia: DR

Numa entrevista ao canal russo Russia Today, exibida quinta-feira, Assad afirmou que se evitou um confronto directo na Síria entre Rússia e Estados Unidos, onde as duas potências actuam militarmente. “O único problema que resta na Síria são as Forças Democráticas Sírias (FDS)”, disse o Presidente sírio, cujas tropas conseguiram reconquistar mais de 60 por cento do território que era controlado pelos rebeldes e os jihadistas.
“Temos duas opções para resolver o problema: abrimos primeiro a via das negociações, já que a maioria dos membros (das FDS) são sírios. Se não funcionar, vamos libertar os nossos territórios à força. Não temos outra opção”, acrescentou Bashar al Assad.
O Pentágono entretanto, para as consequências advertiu o Presidente sírio caso realize uma ofensiva contra as forças curdas, apoiadas pelos Estados Unidos. “Qualquer parte interessada na Síria deve entender que atacar as forças norte-americanas ou nossos parceiros da coligação será uma má política”, disse o tenente-geral Kenneth McKenzie, director do comando conjunto, numa conferência de imprensa.
As FDS, apoiadas militarmente pelos Estados Unidos, são uma coligação de combatentes curdos e árabes. O grupo teve um papel crucial na luta contra o Estado Islâmico (EI) e derrotaram os extremistas em várias regiões da Síria, incluindo a sua “capital” Raqa. Os combates continuam na zona leste da província de Deir Ezzor. As forças curdas controlam importantes sectores do território nas regiões norte e nordeste da Síria.
“É nossa terra e é nosso direito e nosso dever libertá-la. Os norte-americanos devem partir e sairão, de uma maneira ou de outra”, disse ainda Assad.“Com a libertação de Aleppo (norte), depois (a cidade de) Deir Ezzor,  antes Homs (centro) e agora Damasco, os norte-americanos perdem as cartas”, disse.

Tempo

Multimédia