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Socialistas optimistas num acordo de Governo

Os socialistas espanhóis manifestaram-se ontem optimistas quanto à perspectiva de alcançar um acordo com a aliança Unidas Podemos (esquerda radical) que assegure a investidura de Pedro Sánchez como presidente do Governo espanhol na próxima semana.

Pedro Sánchez espera votação no Parlamento para a posse
Fotografia: DR

“Estamos convencidos de que alcançaremos um acordo”, afirmou a vice-secretária-geral do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e porta-voz da força política, Adriana Lastra, um dia depois do líder da Unidas Podemos, Pablo Iglesias, ter anunciado que renunciava a ser ministro num eventual Governo de coligação liderado pelo socialista Pedro Sánchez.
Os socialistas, que venceram as eleições legislativas de 28 de Abril mas sem maioria absoluta, ainda estão a negociar o apoio do Podemos, indispensável para que Sánchez seja investido como líder do Executivo espanhol na próxima semana pelo Parlamento. O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) dispõe apenas de 123 dos 350 assentos que compõem a Câmara dos Deputados. Como tal, o partido de Sánchez precisa do apoio dos 42 deputados do Podemos e dos representantes de vários partidos regionalistas para ser reconduzido.
A perspectiva de criar um Governo de coligação entre forças da esquerda ganhou novos contornos na sexta-feira, depois de Pablo Iglesias ter anunciado, numa mensagem publicada na rede social Twitter, que renunciava integrar o Conselho de Ministros.
“Não serei a desculpa do PSOE para que não haja um Governo de coligação”, afirmou Iglesias na mensagem acompanhada de um vídeo, um dia depois de Pedro Sánchez ter rejeitado a possibilidade do líder do Podemos integrar o Conselho de Ministros por causa de “divergências muito importantes” em várias matérias, nomeadamente sobre a Catalunha. A investidura de Sánchez começa a ser discutida amanhã no Parlamento, estando previstas duas votações. A primeira votação está aprazada para terça-feira e a segunda para quinta-feira. Se Pedro Sánchez não conseguir ser eleito, Espanha vê-se confrontada com um cenário de eleições gerais antecipadas.

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