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Surto de Ébola provoca encerramento da fronteira entre Ruanda e RDC

O Governo rwandês decidiu fechar ontem as suas fronteiras terrestres com a República Democrática do Congo (RDC), após terem sido detectados casos do vírus do Ébola na cidade congolesa de Goma, situada a poucos metros do Rwanda.

A primeira vítima mortal em Goma foi um pastor evangélico que faleceu no dia 16 de julho
Fotografia: DR

“Sim, a fronteira está encerrada”, disse o encarregado de assuntos exteriores do Rwanda para a comunidade de África Oriental, citado pela agên-cia Efe. O anúncio coincide com a confirmação, ontem, de um novo caso infectado com o vírus Ébola em Goma, o terceiro, a filha de 1 ano da segunda vítima mortal que faleceu quarta-feira.
A primeira vítima mortal em Goma foi um pastor evangélico que faleceu no dia 16 de Julho quando era transferido para um centro de tratamento da localidade de Butembo.
Além disso, em Goma e arredores, há 12 casos suspeitos à espera de confirmação, segundo o balanço feito terça-feira pelo Go-verno congolês. Goma é uma cidade que dista 350 quilómetros do epicentro da epidemia e mesmo ao lado do Rwanda.
Em declarações à agência Efe, o oficial de saúde de uma das fronteiras de Goma, na RDC, Dédé Ndungi Ndungi, afirmou que desde a manhã de ontem as autoridades do Rwanda não deixam passar nem entrar passageiros ou mercadorias nos postos fronteiriços de Goma.
“Rwanda tem medo do Ébola”, disse Ndungi, referindo que na parte da fronteira que se encontra aberta ninguém com suspeita do vírus tentou en-trar no Rwanda.
Em Novembro, a RDC anunciou que a epidemia Ébola passará a ser a maior da história do país em nú-mero de contágios. A epidemia está localizada no Kivu Norte e Ituri e é já a pior da história da RDC e a segunda mais grave do mundo, ultrapassada pela verificada na África Ocidental em 2014, com mais de 11 mil mortos.



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