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Teodoro Obiang critica primazia de países ricos

O Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Ngue-má Mbasogo, pediu, ontem, a renovação e modernização do sistema da Organização das Nações Unidas (ONU) e teceu duras críticas à primazia e abuso dos países ricos e poderosos.

Teodoro Obiang Nguemá defende reformas da Organização
Fotografia: DR

Numa mensagem de vídeo, gravada anteriormente e transmitida na segunda-feira no Salão da Assembleia-Geral da ONU, por ocasião da comemoração dos 75 anos da organização, o Presidente da Guiné Equatorial convidou todos os países a “pôr fim a comportamentos malignos” e a acolher “um ponto de viragem entre um mundo inseguro, cheio de conflitos, e o despertar de uma nova geração de paz, segurança e prosperidade”.

Segundo Teodoro Obiang Nguemá Mbasogo, “existe uma clara e urgente necessidade de reformas”, notando a “falta de vontade política real por parte dos Estados-membros”. “Não podemos aceitar que, depois de tantos anos, a Carta das Nações Unidas continue a preservar a primazia dos grandes poderes, que pisam as aspirações legítimas dos fracos, para poderem aproveitar as vantagens democráticas do sistema das Nações Unidas”, acusou.

De acordo com o Chefe de Estado da Guiné Equatorial, “a falta de respeito pela actual ordem legal internacional é a causa para muitos conflitos, guerras, situações injustas, abusos de poder e uso arbitrário de força nas relações internacionais”. Nguemá critica as “ambições hegemónicas pelo poder”, sustentando que “não existe justificação para o enorme fosso entre os países ricos e os pobres”, considerando ser “inconcebível que, depois de 75 anos da criação da ONU, a ciência e a tecnologia para o desenvolvimento continuem a ser preservações de apenas alguns Estados”.

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