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Tribunal pede depoimento presencial a Bolsonaro

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, vai ter de depor presencialmente numa investigação sobre alegada interferência política na Polícia Federal, na sequência de denúncias do antigo ministro da Justiça Sergio Moro.

Fotografia: DR

A decisão do juiz Celso de Mello negou um pedido da defesa do Chefe de Estado, que tinha solicitado que o depoimento fosse por escrito. Como é investigado, Bolsonaro pode exercer o direito de permanecer em silêncio, mas terá de contactar a Polícia Federal e acertar detalhes sobre o depoimento, já que a decisão do juiz não determina o local e a data do evento.

O caso, ainda em fase de investigação, diz respeito a declarações feitas pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que em Abril, afirmou publicamente que Bolsonaro demitira o antigo chefe da Polícia Federal para interferir politicamente nas investigações realizadas pela corporação.

Após ter lançado as acusações contra Jair Bolsonaro, Moro anunciou que iria remeter ao Presidente a carta de demissão. A suspeita levantada pelo ex-ministro da Justiça é de que o Chefe de Estado tentou interferir na Polícia Federal para obter informações sobre investigações sigilosas em inquéritos que envolvem os filhos e aliados políticos próximos.

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