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Trump critica a posição de Macron sobre OTAN

Donald Trump critica posição de Macron sobre a OTAN

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerou "desagradável" e "uma falta de respeito" a posição do Presidente francês, que afirmou recentemente que a OTAN está em estado de "morte cerebral".

Fotografia: DR

Trump iniciou, ontem, com esta resposta, uma conferência de imprensa conjunta com o secretário- geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, antes do início dos trabalhos da cimeira da organização, em Londres.
A cimeira assinala os 70 anos da Aliança Atlântica e termina hoje.
"Creio que é um insulto e fiquei surpreendido" pela frase de Emmanuel Macron, sublinhou o Presidente dos Estados Unidos, acrescentando que se trata de uma afirmação "perigosa" porque, disse, "ninguém precisa mais da OTAN do que a França".

Acordo com a China

Um acordo comercial com a República Popular da China pode ser "alcançado depois das eleições" presidenciais norte-americanas de 2020, disse, ontem, o Presidente dos Estados Unidos.
"Não tenho nenhum prazo", afirmou Trump, acrescentando que prefere pensar no período pós-eleitoral.
"De certa forma, gosto da ideia de aguardar até depois do período das eleições para alcançar um acordo com a China", disse, mostrando-se convencido de que vai ser reeleito nas presidenciais do próximo ano.
Trump mostrou-se confiante na possibilidade de um acordo com a República Popular da China apesar dos sinais contrários das últimas semanas, nomeadamente, do homólogo chinês Xi Jinping.
O Presidente Trump criticou o Partido Democrata considerando que os "rivais" que apoiam o processo de destituição em Washington não são patriotas.
"São maus para o próprio país", disse Trump, referindo-se aos democratas norte-americanos que apoiam o processo para a destituição. O Comité Judiciário da Câ-mara dos Representantes dos Estados Unidos deve debater, hoje, as questões constitucionais sobre o processo de destituição de Donald Trump, na mesma altura em que o Chefe de Estado participa na Cimeira da Aliança Atlântica.
"Penso que não é patriótico por parte dos democratas promoverem esta actuação", acrescentou Trump, sublinhando que "não é bom" para os Estados Unidos.
Na segunda-feira, a mes-ma posição foi manifestada pelo secretário de Estado, Mike Pompeo, pelo conselheiro da Casa Branca, Pat Cipollone, e pela assessora Kellyane Conway.

Trump disse que está concentrado nas políticas internas e externas, como o futuro da OTAN, mas queixou-se de estar a ser atingido diariamente pela questão da destituição, devido às alegadas pressões junto do Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, para prejudicar Joe Biden, ex-vice-Presidente norte-americano e candidato à nomeação pelo Partido Democrata às eleições presidenciais dos Estados Unidos de 2020.

 

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