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Trump despede analistas com sondagens desfavoráveis

O Presidente dos EUA, Donald Trump, demitiu três analistas de pesquisas de opinião cujas sondagens revelaram números decepcionantes para as suas ambições de reeleição em 2020, segundo a imprensa norte-americanos.

Conhecido pelo feitio irascível, Trump tem enfrentado problemas no seio da sua equipa
Fotografia: DR

Donald Trump tem repetido nos comícios de campanha para a reeleição, nas presidenciais de 2020, que as sondagens o indicam como o provável vencedor, mas alguns estudos de opinião mostraram agora que ele pode perder para vários dos 23 potenciais candidatos do Partido Democrata.
Segundo a edição de on-tem do jornal The Washington Post, Donald Trump despediu três analistas de pesquisas de opinião (Bree Lloyd, Mike Baselice e Adam Geller) que lhe demonstraram es-tar em séria desvantagem nos vários Estados fundamentais para a sua ambição de reeleição.
Segundo o jornal, Trump permitiu que mantivessem os seus empregos dois outros analistas (Tony Fabrizio e John McLaughlin), apesar de eles também terem apresentado sondagens que mostravam que o democrata Joe Biden (ex-vice-presidente de Barack Obama) e o candidato me-lhor posicionado para uma vitória em 2020, segundo a maioria dos estudos) está em vantagem em Estados como Iowa, Carolina do Norte, Ohio e Georgia (círculos que em muito contribuíram para a vitória de Trump em 2016).
De acordo com as informações ontem reveladas pelos média norte-americanos, Trump terá ficado sobretudo preocupado com as sondagens da sua equipa que revelavam que Joe Biden tem 51 por cento das intenções de voto, contra 41 por cento de Trump, no Wisconsin, perdendo também por larga margem na Pensilvânia e na Flórida - todos eles Estados muito relevantes para garantir uma vitória em 2020.
Também a estação televisiva Fox News, considerada próxima do Presidente, revelou no fim-de-semana sondagens que mostravam Trump a poder perder contra vários possíveis candidatos democratas.
Numa mensagem na sua conta pessoal da rede social digital Twitter, Donald Trump pediu ontem aos seus apoiantes para não acreditarem em qualquer sondagem que revele que ele aparece atrás dos candidatos Democratas.
“Apenas as sondagens falsas mostram que estamos atrás”, escreveu Trump, di-zendo que ainda é muito cedo para andar a fazer contas a re-sultados eleitorais.
Numa entrevista à estação televisiva ABC, emitida no fim-de-semana, Trump disse que não havia sondagens que o mostravam a perder para candidatos Democratas.
Contudo, ontem, Brad Parscale, director de campanha da reeleição do Presidente norte-americano, confirmou a existência dessas sondagens ne-
gativas para Trump, mas acrescentou que elas se referem a respostas dadas por eleitores em Março passado.
Fontes próximas do Presidente citadas pelo The Washington Post, Donald Trump “está mais furioso pelo facto dos resultados terem rapidamente chegado ao conhecimento público “.

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