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Trump perde terreno para Biden

Vanessa de Sousa

Uma nova pesquisa da SSRS (empresa de pesquisa) para a CNN mostra que o índice de aprovação do Presidente Trump caiu 7 pontos percentuais (p.p.) desde o passado mês de Maio. O candidato republicano à reeleição fica cada vez mais atrás do candidato democrata à eleição para a Presidência do país, a 3 de Novembro deste ano. Biden regista, nesta altura, o seu mais alto nível de apoio nas pesquisas da CNN.

Fotografia: DR

A pesquisa também, revela, que há uma maioria crescente de norte-americanos que sente que o racismo é um dos grandes problemas do país e que o sistema de justiça criminal do país favorece mais os brancos do que os negros.

Oito em cada dez pessoas dizem que os protestos que se seguiram à morte de George Floyd às mãos da Polícia, em Minneapolis, justificam-se. As inter-relações raciais e étnicas são agora uma questão de campanha, tão importante quanto a economia e dos cuidados de saúde, pode depreender-se da mesma pesquisa.

O Presidente está com o seu pior índice de aprovação desde Janeiro de 2019, e muito próximo dos índices de aprovação que tiveram Jimmy Carter e George H.W. Bush em ano de reeleição – quando perderam o mandato. Trump está 14 p.p. atrás de Biden, que já garantiu o número de delegados suficientes para ser indicado como o candidato democrata.

De acordo com a sondagem da CNN, o Presidente conta com 41 por cento de aprovação e Bidem está com 55 por cento - o apoio a Biden é o mais expressivo até agora. Esta sondagem acontece uns dias depois da repreensão pública do ex-secretário da Defesa James ‘Jim’ Mattis e da importante entrevista de Colin Powell à CNN. Uma e outra tiveram um estrondoso eco na imprensa mundial.

A pesquisa revela, ainda, que as pessoas desaprovam a forma como Trump trata as questões raciais (63 por cento); e quanto à sua resposta aos protestos recentes, 65 por cento dizem que foi mais prejudicial do que útil. A maioria dos norte-americanos considera que os protestos pacíficos, que ocorrem em todo o país, após a violência policial contra mais um afro-americano justificam-se (84%).

Entre os democratas, 42 por cento considera que os protestos violentos, em resposta à violência policial contra afro-americanos, justificam-se, mas só 9 por cento dos republicanos pensam dessa forma. Entre os negros, 39 por cento dizem que os protestos violentos são justificados, entre os brancos essa opinião baixa para os 23 por cento. Dois terços dos americanos consideram o racismo um grande problema dos EUA nos dias de hoje.

O aumento desse índice está mais acentuado entre os negros - 88 por cento agora quando em 2015 esse valor era de 66% -, mas há um aumento entre os latinos - de 64% para 79% -, e também entre os brancos - de 43 para 60 por cento.

Também houve um aumento do número dos que afirmam que o sistema de Justiça criminal dos EUA favorece mais os brancos do que os negros: 67 contra acima dos 52 por cento, no Outono de 2016. Cerca de um quarto dos americanos (25 por cento), incluindo uma maioria de negros (54 por cento), afirmam que temem pela vida por causa da sua raça ou etnia.

Entre os eleitores negros, Biden é o preferido: 91 por cento. Biden também supera Trump na forma como teria lidado com o novo coronavírus (55 a 41 por cento), e na liderança do país em tempos de crise (55 a 41 por cento). Trump supera Biden em ser o mais confiável para lidar com a economia: 51 por cento confiam no Presidente, 46 por cento em Biden.

O apoio a Trump é escasso fora de seu próprio partido. Entre os independentes, 52 por cento dizem que apoiam Biden para a Presidência vs. 41 por cento para Trump, apenas 37 por cento diz que aprova o seu tratamento com a Presidência e 68 por cento acha que a sua resposta aos protestos foi prejudicial.

 

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