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Trump quer paz entre israelitas e palestinianos

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou, quinta-feira, a revelação do plano de paz para acabar com o conflito israelo-palestiniano, antes da visita, na terça-feira a Washington, do Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e do rival político Benny Gantz.

Presidente norte-americano prepara recepção a dirigentes israelitas em Washington
Fotografia: DR

"É um plano excelente", declarou Trump aos jornalistas a bordo do avião presidencial, quando se dirigia para um comício do Partido Republicano na Florida, nos EUA.
O plano de paz está a ser elaborado, com o maior segredo, desde a Primavera de 2017 e a sua divulgação já foi adiada por diversas vezes, o qual os palestinianos consideram um nado-morto.
A componente económica foi apresentada em Junho de 2019 no Bahrein: 50 mil milhões de dólares em investimentos internacionais nos territórios palestinianos e nos países vizinhos ao longo de 10 anos.
Mas os dirigentes palestinianos, que recusam discutir com a Administração Trump, desde que o Presidente norte-americano reconheceu Jerusalém como a capital de Israel, rejeitaram antecipadamente o plano, que se suspeita acabará com a solução de dois Estados, até agora privilegiada pela comunidade internacional.
Trump felicitou-se por Netanyahu e Gantz terem aceitado o convite para se deslocarem à Casa Branca quando estão em campanha para as legislativas israelitas de 2 de Março, as terceiras em menos de um ano.
"Vêm os dois candidatos, não tem precedentes", sublinhou.
Segundo a Casa Branca, Benjamin Netanyahu é esperado em Washington na terça-feira, quando os deputados israelitas devem começar a discutir o pedido de imunidade do chefe de Governo acusado em três casos de corrupção.Interrogado sobre eventuais contactos entre a sua Administração e os palestinianos, Trump foi evasivo. "Falámos brevemente com eles", disse, sem mais pormenores.
"Tenho a certeza que podem reagir negativamente no início, mas na realidade é muito positivo para eles", adiantou.A Autoridade Nacional Palestiniana recusou, na quinta-feira, a iniciativa promovida pelos Estados Unidos de reunirem com o Primeiro-Ministro israelita e o seu opositor político para que sejam retomadas as conversações de paz com os palestinianos.
"Advertimos contra qualquer projecto norte-americano que viole o directo internacional", afirmou em comunicado, o porta-voz da Autoridade Nacional Palestiniana, Nabil Abu Rudeina, citado pela agência France-Press.
"Rejeitamos absolutamente o que a Administração Trump alcançou até agora. A nossa posição é clara: Israel deve acabar com a ocupação das terras palestinianas em vigor desde 1967", adiantou Rudeina.
A ocupação israelita da Cisjordânia ocupada e de Jerusalém Oriental anexado realiza-se desde aquela data, mas acelerou nos últimos anos sob o impulso de Netanyahu e do aliado em Washington.Além disso, em Março de 2019 Trump declarou-se favorável a um reconhecimento da soberania de Israel sobre a zona dos Montes Golã, grande parte da qual foi conquistada à Síria em 1967 e cuja anexação em 1981 não foi reconhecida pela comunidade internacional.
Em Novembro foi o secretário de Estado, Mike Pompeo, a anunciar que os Estados Unidos deixavam de considerar os colonatos israelitas na Cisjordânia contrários ao direito internacional, embora a ONU e uma grande parte da comunidade internacional os considere ilegais.

Netanyahu e Gantz convidados para o debate

O vice-Presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, convidou formalmente, quinta-feira, o Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o rival político, Benny Gantz, a irem a Washington, na próxima semana, para discutir a "perspectiva de paz" com os palestinianos.
"O Presidente Donald Trump pediu-me para convidar o Primeiro-Ministro, Benjamin Netanyahu, para a Casa Branca, durante a próxima semana, para discutir questões regionais do Médio Oriente e a perspectiva de paz na Terra Santa", afirmou Pence, citado pela agência France Press.
As declarações de Pence ocorreram depois da intervenção que fez nas comemorações dos 75 anos da libertação do campo de concentração nazi de Auschwitz.
O vice-Presidente norte-americano também convidou o principal opositor político de Netanyahu para participar na reunião que tem como objectivo encontrar um caminho pacífico para a resolução do conflito entre Israel e a Palestina.
Também na quinta-feira, Mike Pence e Benjamin Netanyahu fizeram apelos à comunidade internacional contra o Irão.
O vice-Presidente dos Estados Unidos pediu à comunidade internacional para se "manter firme" contra o Estado iraniano e o chefe do Governo de Ancara solicitou medidas rápidas "contra Teerão", pelos aliados, para evitar "outro holocausto".

 

 

 

 

 

 

 

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