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UE ameaça punir a Venezuela se fracassarem as discussões entre Governo e oposição

A União Europeia (UE) ameaçou impor novas sanções contra a Venezuela caso não sejam registados "resultados concretos" nas discussões entre o governo e a oposição em Barbados para encontrar saídas à grave crise política, mediada pela Noruega.

Presidente Nicolás Maduro, e do líder opositor, Juan Guaidó, estão em Barbados para retomar os diálogos
Fotografia: DR

"Caso não obtenham resultados concretos nas negociações em curso, a UE ampliará as medidas restritivas", declarou, ontem, a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, em comunicado em nome dos países europeus.

O chefe da delegação do governo, Jorge Rodríguez, rebateu as advertências de Mogherini. "Nos ameaça com declarações infames que tentam turvar o progresso do diálogo na Noruega. Você já passou respeito", escreveu no Twitter o também ministro da Comunicação.

Delegados do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e do líder opositor, Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino por 50 países, chegaram na segunda-feira em Barbados para retomar os diálogos, poucos dias após o anúncio da instalação de uma mesa de trabalho.

Guaidó agradeceu à União Europeia pela "clareza" diante da ameaça de novas "sanções" para pressionar a "ditadura", como define o governo de Maduro, em declarações à imprensa pouco antes de presidir um debate no Parlamento, de maioria opositora.

Já o Governo venezuelano acusou a UE de contrariar o "bom espírito de abordagem" promovido pelo assessor especial do bloco, Enrique Iglesias, que está na Venezuela desde dia 7, representando o Grupo de Contacto.

"O governo bolivariano exorta, novamente, à União Europeia a manter uma posição de respeito e equilíbrio construtivo, bem como desistir das tentativas de impedir os mecanismos pacíficos de solução que são realizados neste momento", indica um comunicado divulgado, ontem, pela chancelaria da Venezuela.

Os europeus receberam "com satisfação" a retomada das conversações mediadas pela Noruega, como um "canal para superar a crise", mas pediram "com urgência um resultado que permita eleições transparentes e supervisionadas internacionalmente".
A UE, que desde 2017 anunciou sanções contra 18 funcionários venezuelanos e impôs um embargo de armas ao país, também expressou a disposição de trabalhar em novas sanções para "os membros das forças de segurança envolvidos em torturas e outras violações graves dos direitos humanos".

 

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