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UE defende mais diálogo com autoridades russas

A União Europeia anunciou, em comunicado, ontem, que os próximos dias serão “a última oportunidade” para a Rússia tomar as medidas necessárias relativamente ao Tratado sobre as Armas Nucleares de Alcance Intermédio (INF) e quer mais diálogo entre as partes envolvidas.

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“Os próximos dias representam a última oportunidade para o diálogo e para se tomarem as medidas necessárias para preservar esta importante componente da arquitectura de segurança europeia”, refere o comunicado, exortando todos os Estados a “aplicarem na íntegra o sistema internacional baseado em regras que têm o multilateralismo como princípio-chave”.
Os EUA iniciaram, em Fevereiro, o processo de retirada do INF - após o que a Rússia decidiu suspender a participação no mesmo - tendo estipulado um prazo de seis meses (até 2 de Agosto próximo) para Moscovo destruir os mísseis SSC-8 que consideram ser de médio alcance e poder atingir a Europa, o que significa que se a Rússia não cumprir, o INF caduca.
“Estamos profundamente preocupados com os desenvolvimentos sobre o Tratado”, escreve Bruxelas, acrescentando: “Lamentamos a formalização da suspensão da Rússia relativamente às suas obrigações e exortamos fortemente a Federação russa a tratar das sérias preocupações que foram repetidamente expressas sobre o desenvolvimento, testes de voo e colocação do seu sistema de mísseis terrestres 9M729”.
A União Europeia (UE), lê-se no comunicado divulgado ontem em Bruxelas, diz que “é preciso ter cuidado para não se entrar num caminho que leve a uma nova corrida às armas de destrição maciça que pode eliminar as significativas reduções alcançadas a seguir ao fim da Guerra Fria”.
O Tratado sobre Armas Nucleares de Alcance Intermédio foi assinado em Dezembro de 1987 pelo Presidente Ronald Reagan e o homólogo e líder da ex-União Soviética Mikhail Gorbachev e proibiu ambos os países de possuir e testar mísseis balísticos de médio alcance (de 500 quilómetros a 5,5 mil quilómetros).

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