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UE e China pescam de forma “oportunista”

Os recursos pesqueiros em África estão a ser explorados de forma “oportunista” por frotas europeias, chinesas e de outros países, que aproveitam em seu benefício a má gestão das águas africanas, acusa um activista da Greenpeace.

Fotografia: Dr

“Os problemas que temos na África Ocidental não se devem apenas aos chineses. Infelizmente, os media tendem a focar-se nestes, mas o que se passa é que África é um ‘puzzle’ com vários actores diferentes em que cada um quer levar a sua avante”, disse à Lusa Ibrahima Cissé, director da campanha dos oceanos da Greenpeace África.
A África Ocidental é uma das regiões mais ricas do mundo em termos de biomassa e biodiversidade. Os 1,5 milhões de quilómetros de área marítima da Mauritânia, Gâmbia, Senegal, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Conacri e Serra Leoa (que integram a Comissão Sub-regional de Pescas) representam cerca de um quinto das capturas mundiais. Mas a falta de um organismo de gestão dos recursos pesqueiros compromete a sustentabilidade ambiental e económica.

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