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UE formaliza acordo de saída do Reino Unido

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, formalizaram, hoje, o Acordo de Saída do Reino Unido da União Europeia (UE), faltando só a 'luz verde' final do Parlamento Europeu.

Líderes da Comissão e Conselho europeus formalizam “Brexit”
Fotografia: DR

"Charles Michel e eu acabámos de assinar o Acordo sobre a Saída do Reino Unido da UE, abrindo caminho para a sua ratificação pelo Parlamento Europeu", informou a líder do Executivo comunitário através de uma publicação feita na rede social Twitter. A publicação é acompanhada de uma fotografia na qual aparece Ursula Von der Leyen, Charles Michel, e o negociador-chefe da UE para o "Brexit", Michel Barnier, que conduzirá as negociações sobre futuras relações comerciais após este "divórcio" entre Londres e Bruxelas.
Este passo formal ontem dado surge um dia depois de a Comissão de Assuntos Constitucionais do Parlamento Europeu ter aprovado uma recomendação que espelha a posição favorável da assembleia europeia ao Acordo de Saída do Reino Unido da UE, faltando só a "luz verde" final em plenário. Falta agora a "luz verde" dos eurodeputados em plenário, que deverá ocorrer na próxima quarta-feira, durante a mini sessão que decorre em Bruxelas. Para entrar em vigor, o Acordo de Saída do Reino Unido da UE tem de ser aprovado por uma maioria dos votos expressos.
Enquanto a Comissão de Assuntos Constitucionais estava reunida e aprovava o documento, a Rainha Isabel II promulgava o projecto de lei que formaliza a saída do Reino Unido da UE, viabilizando o "Brexit" dentro de uma semana, a 31 de Janeiro.
O consentimento da Rainha veio horas depois de o projecto ter concluído a passagem pelo Parlamento britânico, obtendo a aprovação da Câmara dos Lordes (Câmara alta).
Três anos e meio depois de o "Brexit" ter sido decidido num referendo por 52 por cento dos eleitores, em Junho de 2016, o processo provocou uma crise política devido ao impasse no Parlamento, que rejeitou três vezes o acordo negociado pela antiga Primeira-Ministra Theresa May e forçou o adiamento da saída.
Theresa May acabou por se demitir e foi substituída por Boris Johnson, que só conseguiu ultrapassar o impasse após as eleições legislativas de 12 de Dezembro de 2019, as quais venceu com maioria absoluta.

 

 

 

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