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UE tenta acordo para nova liderança

Os Chefes de Estado e de Governo da União Europeia tentam chegar hoje a um acordo sobre quem vai liderar a Europa nos próximos cinco anos.

Fotografia: DR

Fontes ligadas ao processo das nomeações para os cargos institucionais de topo - o tema forte da cimeira que decorre hoje e amanhã em Bruxelas - admitiram ontem que “nesta fase ainda está tudo em aberto, não se pode excluir qualquer cenário”, e a única posição que parece consensual entre os 28 é a de que seria conveniente para a UE o compromisso ser fechado o quanto antes, evitando-se uma crise institucional. O objectivo é chegar a acordo este mês, antes da sessão inaugural do novo Parlamento Europeu, resultante das eleições de Maio, que terá lugar em Estrasburgo, de 2 a 4 de Julho, pois a assembleia deve eleger o seu novo presidente, e este é um dos 'altos cargos' que é suposto ser negociado , juntamente com as presidências da Comissão Europeia (por todos considerada a 'joia da coroa'), do Conselho Europeu, do Banco Central Europeu e ainda o cargo de Alto Representante para a Política Externa, de modo a serem respeitados os necessários equilíbrios (partidários, geográficos, demográficos e de género).
O Parlamento voltará a reunir-se em sessão plenária na terceira semana de Julho, onde já é suposto votarem o nome proposto pelo Conselho para a presidência do executivo comunitário.
Uma possibilidade cada vez mais avançada nos 'corredores' em Bruxelas é a de, em caso de não ser possível um acordo ainda hoje, ser então convocada uma nova cimeira até final do mês, mas fontes europeias alertaram para a dificuldade logística de organizar um novo Conselho Europeu na próxima semana, dado seis dos 28 Chefes de Estado ou de Governo se deslocarem ao Japão, para a cimeira do G20 em Osaca, que decorre entre os dias 28 e 29 deste mês.

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