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União Europeia alarga lista de sanções a venezuelanos

A União Europeia impôs medidas restritivas a mais sete responsáveis venezuelanos, membros das forças de segurança e serviços secretos, anunciando em simultâneo uma conferência internacional em finais de Outubro em Bruxelas para dar resposta à “emergência humanitária”.

Federica Mogherini, responsável pela Política Externa da UE
Fotografia: DR

Em comunicado, o Conselho da UE (Estados-membros) indica que decidiu alargar a lista de pessoas objecto de sanções face à situação na Venezuela a sete membros das forças de segurança envolvidos em actos de violações dos direitos humanos, incluindo quatro pessoas envolvidas na morte do capitão da Marinha Rafael Acosta, enquanto este se encontrava sob custódia.
A decisão faz subir para 25 o número total de pessoas objecto de sanções, tais como a proibição de viajar e o congelamento de bens.
Numa declaração divulgada praticamente em simultâneo, a Alta Representante da UE para a Política Externa, Federica Mogherini, aponta que a decisão dá seguimento directo à declaração de 16 de Julho, na qual anunciava que os Estados-membros estavam prontos para aplicar medidas específicas a alguns elementos das forças de segurança envolvidos em violações graves dos direitos humanos, incluindo actos de tortura.
“Estas medidas restritivas são flexíveis e reversíveis, concebidas de forma a não prejudicar a população venezuelana”, salientou, sublinhando que “o povo da Venezuela continua a enfrentar uma situação dramática”, cujo impacto regional “não tem precedentes”.
A chefe da diplomacia europeia sustenta que “dar resposta à emergência humanitária e social na Venezuela é urgente e já vem tarde”, anunciando então a celebração de uma conferência internacional em Bruxelas dentro de um mês.
“A UE considera vital o aumento e aceleração de uma assistência coordenada, tanto dentro como fora do país. Nesse contexto, a UE vai organizar uma Conferência de Solidariedade Internacional para os Refugiados Venezuelanos e Crise Migratória, em Bruxelas, no final de Outubro, em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados e com a Organização Internacional para as Migrações”, anunciou Mogherini.

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