Unidade de coordenação contra a migração ilegal


17 de Fevereiro, 2017

As autoridades da Líbia e da Itália decidiram criar uma sala de operações conjuntas para a troca de informações sobre migração clandestina, noticiou ontem a agência de noticias Panapress, que citou fonte oficial na capital deste país, Tripoli.


A decisão foi anunciada final de negociações realizadas em Tripoli entre os dois países, nas quais a Líbia se fez representar pelo seu director da Segurança Geral e a Itália pelo seu embaixador na capital líbia, Guiseppe Peroni, refere um comunicado do Departamento de Informação do Governo líbio de Reconciliação Nacional, apoiado pela OTAN e as potências ocidentais, a que a agência de notícias africana teve acesso.
O acordo assinado entre as aitoridades da Líbia e da Itália prevê a activação dos acordos anteriores entre a nação africana e o país europeu,  é explicado no documento, e sublinhado que elementos da segurança líbia vão gerir a direcção da missão, enquanto a Itália trata do apoio logístico.
O comunicado indica  que o acordo compreende o envio de alguns funcionários do Ministério da Formação para a Itália e a Tunísia nas próximas semanas.
O primeiro-ministro italiano, Paulo Gentiloni, e o primeiro-ministro do Governo Líbio apoiado pela Aliança Atlântica e pelas potências ocidentais, Fayez al Sarraj, assinaram recentemente, em Roma, um protocolo de acordo para apoiar o controlo da migração ilegal, a luta contra o tráfico de seres humanos e o controlo da fronteira sul da Líbia.
Este acordo foi denunciado pelo Parlamento líbio de Tobruk, não reconhecido pela OTAN e as potências ocidentais, que afirmam que o Conselho Presidencial não tem legitimidade para assinar acordos em nome da Líbia.
Entretanto, o Presidente do Conselho Presidencial do Governo de União Nacional, Fayez al Sarraj, anunciou na noite de terça-feira que Khalifa Haftar, comandante das Forças Armadas Líbias no leste, território controlado pelo Governo de Tobruk, não reconhecido pelas potências ocidentais, evitou encontrar-se consigo no Cairo, onde ambos foram convidados pelas autoridades egípcias para uma mediação destinada a solucionar a crise líbia.
Num comunicado sobre a razão da sua visita à capital egípcia e ao fracasso de um encontro com o marechal Khalifa Haftar, Fayez al Sarraj manifestou-se esperançado de que responsáveis egípcios exerçam mais pressão sobre as partes líbias opostas à  solução da crise na Líbia.

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