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Ursula Von der Leyen anuncia plano contra o racismo

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou, ontem, a intenção de criar um plano de acção contra o racismo e os crimes de ódio, afirmando que “ódio é ódio e ninguém deve ser sujeito a isso”.

Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen,
Fotografia: DR

“Na UE, a luta contra o racismo não é uma opção”, assegurou Ursula von der Le-yen, no primeiro discurso sobre o Estado da União en-quanto presidente do Executivo comunitário. Referindo-se aos recentes casos polémicos de discriminação e violência racial, a presidente da Comissão Europeia disse que é preciso “passar da condenação à acção” para construir uma UE “verdadeiramente anti-racista”.

Por isso, a Comissão Europeia vai propor “alargar a lista de crimes da UE a todos os tipos de crime de ódio e discurso de ódio, seja por causa da raça, religião, género ou sexualidade”, anunciou. Será também reforçada a legislação sobre igualdade racial onde houver falhas e o orçamento da UE será usado para abordar a discriminação no acesso ao emprego, à habitação e à saúde.

Von der Leyen propôs, ainda, melhorar a educação e o conhecimento sobre as causas históricas e culturais do racismo e combater o “preconceito inconsciente que existe nas pessoas, nas instituições e até nos algoritmos”. A dirigente anunciou, ainda, que o Executivo comunitário passará a dispor de um coordenador anti-racismo, que trabalhará directamente com as pessoas, a sociedade civil e as instituições numa matéria que será “um ponto primordial na agenda” europeia.

O Parlamento Europeu foi ontem palco do discurso sobre o Estado da União, o primeiro proferido pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o primeiro realizado em Bruxelas, devido à Covid-19, o tema incontornável este ano.

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