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Vários turistas entre os mortos no Sri Lanka

O ministro do Turismo do Sri Lanka, John Amaratunga, anunciou ontem que 39 turistas de várias nacionalidades morreram no domingo de Páscoa na sequência dos atentados em igrejas e hotéis no país, enquanto outros 28 ficaram feridos.

Autoridades do Sri Lanka pedem ajuda internacional para capturar os culpados dos ataques
Fotografia: Dr

Amaratunga afirmou que o seu ministério está a trabalhar de perto com o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Sri Lanka e missões diplomáticas locais para “garantir que as formalidades relativas às vítimas sejam resolvidas o mais rápido possível.”
“O Governo já ofereceu assistência a todas as vítimas, aos lugares de culto danificados e aos hotéis afectados pelos ataques de domingo”, disse ainda o ministro.
Amaratunga sublinhou que o sector do Turismo do Sri Lanka e o Governo estão a fazer todo o possível para garantir a segurança dos que estão ainda no país.
Dinamarqueses, australianos, norte-americanos, chineses, japoneses, britânicos, turcos e indianos, além de um português, estão entre os estrangeiros mortos nos ataques de domingo no Sri Lanka, de acordo com informações fornecidas pelos respectivos governos.
As oito explosões de domingo mataram, pelo menos, 290 pessoas, entre as quais um português residente em Viseu, e provocaram 500 feridos.
A capital do país, Colombo, foi alvo de pelo menos cinco fortes explosões: em quatro hotéis de luxo e uma igreja.
Duas outras igrejas foram também alvo de explosões, uma em Negombo, a norte da capital e onde há uma forte presença católica, e outra no leste do país. A oitava e última explosão teve lugar num complexo de vivendas na zona de Dermatagoda.
As primeiras seis explosões ocorreram “quase em simultâneo”, pelas 8h45 de domingo (3h15 em Angola), de acordo com fontes policiais citadas por agências internacionais de notícias.
O número de pessoas detidas relacionadas com os ataques, que não foram ainda reivindicados, também aumentou de 13 para 24, disse à agência de notícias francesa France Press (AFP) o porta-voz da Polícia Ruwan Gunasekera. A Polícia também informou ontem que uma bomba artesanal foi descoberta e desactivada no domingo, perto do principal Aeroporto de Colombo.

   Equipa da Interpol trabalha em Colombo

A Interpol deslocou uma equipa de investigadores para o Sri Lanka com o objectivo de ajudar as autoridades locais no âmbito dos atentados suicidas que provocaram 290 mortos no domingo, anunciou ontem a organização policial internacional.
“Deslocada a pedido das autoridades do Sri Lanka, a célula de crise da Interpol (IRT) inclui especialistas em investigação de cenas de crime, explosivos e antiterrorismo, bem como especialistas na análise e identificação de vítimas de catástrofes”, referiu num comunica-
do a Interpol, cuja sede fica em Lyon, na França.
“Se necessário, especialistas adicionais no campo da medicina digital forense, biometria e análise de vídeo e foto podem ser adicionados a essa equipa no local”, referiu a nota. As investigações já es-tão em andamento através do banco de dados nominais da organização e sobre documentos de viagem roubados e perdidos para identificar “pistas investigativas potenciais de conexões internacionais”.
Além do apoio da unidade IRT, o apoio já estava a ser fornecido pelo Centro de Coman-do e Coordenação da Interpol de suas três unidades de operação em Lyon, Singapura e Buenos Aires.
Estas acções vão permitir, o mais rapidamente possível, o intercâmbio de informações sobre a identidade das vítimas estrangeiras dos ataques com os escritórios da Interpol dos países em causa.
“As famílias e os amigos das vítimas desses ataques, como em qualquer ataque terrorista, precisam do apoio total da comunidade das forças de segurança e merecem-no”, disse o secretário-geral da Interpol, Jürgen Stock, citado no comunicado de imprensa.
Ontem, o porta-voz do Governo do Sri Lanka, Rajitha Senaratne, identificou o movimento islâmico local National Thowfeek Jamaath (NTJ) como o promotor dos ataques suicidas.
“Estamos a investigar uma possível ajuda externa (ao grupo) e as suas outras ligações, como treinam bombistas suicidas, como produziram essas bombas”, acrescentou.
O NTJ foi objecto há dez dias de um alerta difundido aos serviços da Polícia, no qual o movimento estava a planear ataques em Colombo contra igrejas e a embaixada indiana.

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