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Washingon aceita dialogar com as autoridades do Irão

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, afirmou ontem, em Bellinzona, na Suíça, que os Estados Unidos estão prontos a dialogar com o Irão “sem condições pré-estabelecidas, mas sem diminuir a campanha de pressão máxima” a Teerão.

Mike Pompeo diz que Estados Unidos aceitam conversar sem condições pré-estabelecidas
Fotografia: DR

Mike Pompeo, que ontem teve um encontro com o Primeiro-Ministro suíço, Ignazio Cassis, naquela localidade do sul da Suíça, salientou que os Estados Unidos vão continuar a pressionar o Irão, para que seja possível “parar radicalmente as actividades destrutivas e a força revolucionária da República Islâmica”.
É a primeira vez que a administração dos Estados Unidos, que se retirou há um ano do acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano, assume claramente a disponibilidade para conversações com o Irão sem condições prévias.
Há um ano, Mike Pompeo impôs 12 condições draconianas para concluir “um novo acordo”, nomeadamente matérias de restrições ao programa nuclear iraniano e também travão às actividades regionais do regime de Teerão.
Desde 2018 que a tensão entre os Estados Unidos e o Irão aumentou, voltando a pairar a ameaça de conflito.
A tensão entre os dois países cresceu desde que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirou, unilateralmente, o país do acordo nuclear de 2015 e restaurou as sanções norte-americanas, que arruínam a economia iraniana. />Em Maio, registou-se uma escalada, após a República Islâmica ter suspendido alguns dos seus compromissos nucleares, com Washington a acusar Teerão de preparar ofensivas contra os seus interesses no Médio Oriente e a reforçar a sua presença militar no Golfo Pérsico.
O acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano foi assinado em 2015 entre o Irão e os 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas - Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China - mais a Alemanha).
A República Islâmica comprometeu-se a aceitar limitações e maior vigilância internacional do seu programa nuclear, que sempre garantiu ser apenas civil, em troca do levantamento das sanções internacionais.
Em 8 de Maio de 2018, o Presidente Donald Trump anunciou o abandono do acordo, acusando o Governo iraniano de incumprimento, apesar de a Agência Internacional de Energia Atómica ter certificado em vários relatórios o cumprimento dos compromissos por parte do Irão.
Após anunciar a retirada do acordo nuclear, os Estados Unidos restabeleceram, em Agosto de 2018, sanções bilaterais relativas ao sector Financeiro e Comercial e, em Novembro, ao sector da Energia.

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