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Xi Jinping apela à cooperação e ao fim da "mentalidade de Guerra Fria"

O presidente chinês, Xi Jinping, pediu hoje, perante as Nações Unidas, para que os países abandonem a "mentalidade de Guerra Fria" e apostem na cooperação, na era pós-covid-19.

Fotografia: DR

"A mentalidade da Guerra Fria, as linhas ideológicas ou os jogos onde ninguém ganha não são solução para os problemas de um país e muito menos uma resposta aos desafios conjuntos da humanidade", sublinhou Xi, na sua intervenção por vídeo, na cimeira do 75º aniversário da ONU.

Em pleno conflito com os Estados Unidos da América, o dirigente chinês defendeu que é preciso "substituir o conflito pelo diálogo" e procurar interesses comuns entre as nações, destacando que todos os países devem actuar com respeito mútuo e sob o princípio da igualdade.

"Nenhum país tem o direito de dominar os negócios globais, controlar o destino dos outros ou ficar com todas as vantagens do desenvolvimento. Muito menos se deve permitir fazer o que bem entende e ser uma potência hegemónica, o bandido ou o dono do mundo", disse o Presidente chinês, numa uma mensagem destinada aos Estados Unidos.

Xi insistiu que "o unilateralismo é um beco sem saída" e defendeu que as vozes do mundo em desenvolvimento devem estar mais representadas na ONU, já que reflectem os interesses da maioria dos estados.

O Presidente chinês destacou ainda as conquistas das Nações Unidas, desde a sua fundação em 1945, mas avisou que o mundo agora enfrenta vários desafios que representam um grande teste, incluindo o "ataque repentino da covid-19", referindo-se à pandemia.

"O mundo enfrenta agora um novo ponto de partida histórico", disse Xi, que pediu renovação, no momento que sucede à pandemia, bem como o compromisso com o multilateralismo e o trabalho a benefício de todos.

Além de falar na cimeira que marca o 75º aniversário, o Presidente chinês volta a intervir terça-feira com um discurso mais abrangente, no dia de abertura da Assembleia Geral da ONU.

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