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Xiitas exigem libertação do seu guia espiritual

Centenas de xiitas do grupo Movimento Islâmico na Nigéria (IMN, na sigla inglesa) saíram ontem às ruas da cidade de Abuja, pelo segundo dia consecutivo, para pedir a libertação do líder espiritual, Ibrahim Zakzaky, detido desde 2015.

Fotografia: DR

Esta manifestação surge após confrontos com a Polícia, na passada semana, que mataram, segundo o IMN, pelo menos três membros do grupo. Segundo a imprensa local, os membros do IMN iniciaram uma marcha de protesto junto da sede da Comissão Nacional dos Direitos Humanos, provocando as forças policiais.
De acordo com a agência France Press, num muro junto dos protestos, o grupo inscreveu, com tinta vermelha, que “a Polícia nigeriana abateu xiitas junto à Assembleia Nacional em 09/07/2019”.
Na semana passada, uma manifestação organizada pelo grupo assumiu proporções violentas, com os xiitas a reclamarem a morte de pelo menos três dos seus membros - incluindo uma criança de 14 anos - e onze feridos.
A Polícia da capital justificou a morte de um dos ma-nifestantes após este ter agarrado uma arma e disparado contra um agente da ordem. O IMN culpabiliza as forças policiais de Abuja pela violência na manifestação, insistindo que foi a Polícia quem disparou primeiro.
“Alguns dos nossos membros, provavelmente, atiraram pedras”, admitiu o porta-voz do IMN, Ibrahim Musa, que não acredita que os manifestantes tenham agarrado armas de fogo. “Estamos muito zangados e não queremos que o nosso líder morra nas mãos do Governo federal”, acrescentou Musa, que se referia ao pedido de ajuda do filho de Zakzaky, que no passado fim de semana considerou a detenção do seu pai, doente, como “um assassinato”.

 

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