Opinião

As boas-vindas à Rádio Catumbela

Angola tem uma das melhores redes de radiodifusão de África, senão a melhor.  Isso é válido tanto para o nível técnico das emissões radiofónicas como para a qualidade dos programas e narrativa dos nossos categorizados radialistas.

A tradição está a ser  respeitada, algo que vem de profissionais altamente competentes que souberam sempre explorar a criatividade intrínseca de que os angolanos se gabam e orgulham.
Com a televisão, que em Angola nasceu apenas com a Independência, depois de iniciativas avulsas no período colonial e graças, talvez, ao grande progresso na Rádio e nas telecomunicações e tecnologias da informação, está a ocorrer o mesmíssimo fenómeno de melhoria que na rádio: um leque de canais angolanos de elevado valor televisivo e de conteúdos está presente na rede aberta e por cabo.
A Rádio e a Televisão são do melhor que temos em Angola e do que há no Mundo. A comunicação social angolana está em franco crescimento e desenvolvimento. O pluralismo e a liberdade de imprensa, vias através das quais se exerce o direito à liberdade de expressão e opinião, são mais do que uma prova, são uma realidade em Angola. As Universidades estão a formar quadros nesta área numa dimensão nunca vista e isso vai catalisar ainda mais o conteúdo e a forma de comunicar entre nós no futuro. Por fim, resta dizer que o modelo dos Tempos de Antena que a CNE, a RNA e a TPA, puseram ao dispor dos partidos políticos para fazerem a sua campanha eleitoral, está ao nível dos mais altos padrões internacionais.
Mas, no meio de tudo isso, o que dizem algumas forças da oposição, além de não se orgulharem daquilo que se faz de bom no país, nem aproveitarem os meios colocados pelo Estado nas suas mãos para apresentarem as suas ideias, propostas e projectos políticos para fazer avançar o país, de uma maneira positiva e construtiva, como a maioria espera? O que fazem é atacar de maneira despudorada as duas estações que são de todos os angolanos, que se esforçam por garantir a realização de um bom serviço público que serve essas mesmas forças políticas, que dele tiram proveito sem nada pagar, antes pelo contrário, beneficiando dos dinheiros que o Estado lhes fornece. As imagens que mostram como alguns partidos políticos usam os Tempos de Antena nos canais públicos para passarem mensagens que desafiam a inteligência do cidadão, expondo viaturas de luxo e outras vaidades, coisa que nada tem a ver com campanha política, chegam a ser confrangedoras. A inutilidade de alguns espaços dos Tempos de Antena chega a ser comparável à abstrusidade que é o programa de televisão o “Teste de Fidelidade”, apresentado pelo Sr. João Kléber, no canal angolano Banda TV, já excluído da grelha de estações de países mais desenvolvidos que o nosso, mas que ninguém critica e se torna normalidade.
Felizmente, estamos perante excepções à regra.
O aspecto do rigor e da sensatez na função de moralização da sociedade tem prevalecido na maior parte da rede das rádios e do audiovisual angolano, algumas das quais assumiram mesmo a tónica religiosa.
Tive ontem o prazer de estar presente como convidado na inauguração da Rádio Catumbela, em Benguela. Trata-se do mais novo órgão de informação angolano, que nasce no momento em que voltam a realizar-se eleições, altura em que, geralmente, muito se fala do pluralismo e da liberdade de imprensa. A província que foi berço da radiodifusão em Angola, com a fundação do Rádio Clube de Benguela em 1939, posiciona-se assim, mais uma vez, na vanguarda do aumento da oferta de conteúdos comunicacionais. A RNA, parceira pública neste projecto privado e comunitário, continua a liderar o sector. Só este ano, reforçou a sua rede de estações com quatro emissoras: em Junho, inaugurou a Rádio Dondo, em Julho a Rádio Viana e a Rádio Waku Kungo.
A minha palavra vai hoje, pois, para os profissionais da Rádio Catumbela, a quem dou as boas-vindas, e para os nossos radialistas e profissionais de televisão, que não desonram quem deles precisa.

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